Oººº°° CURIOSIDADES BÍBLICAS °°ºººO
--------------------" REALMENTE A BÍBLIA DIZ ASSIM OU OUVIMOS ALGUÉM FALAR ? "-------------------

Quem Matou o Gigante Golias, Davi ou Elanã ?

17:35

1 Samuel 17:50 diz que foi Davi que matou Golias, e 2 Samuel 21:19 diz que foi Elanã quem o matou. Então quem o matou?

Em (1 Samuel 17:50-51), registra a dramática história de como Davi, filho de Jessé, matou o gigante Golias. Davi é descrito como aquele que cortou a cabeça de Golias, depois de tê-lo atingido com uma pedra de sua funda. Entretanto, de acordo com (2 Samuel 21:19), foi Elanã, filho de Jaaré-Oregim, quem matou Golias, o geteu. Por que uma passagem credita a Davi a morte de Golias e a outra, a Elanã?

A passagem de (2 Samuel 21:19), que diz: "Elanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, feriu Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo do tecelão", apresenta obviamente um erro de copista. Isso é reforçado pelo fato de que há uma passagem paralela em (1 Crônicas 20:5), que diz: "Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo de tecelão". A falha ocorrida na passagem de (2 Samuel 21:19) pode ser delineada admitindo-se a confusão feita por um copista com as palavras e letras hebraicas que, quando combinadas de certa maneira, deram a redação encontrada em 2 Samuel. [1]

GRANDES PELEJAS CONTRA OS FILISTEUS (2Sm 21.15-22). Não se registra a altura em que se deram estes acontecimentos. É possível que a descrição tenha sido copiada de algum registro oficial de grandes e heróicos feitos; a fonte semelhante se deriva também a passagem de (2Sm 23.8-39). Todos estes feitos se dirigem contra os filhos ou progênie (Heb. yaldhe) do gigante (Heb. ha-Raphah) (16,18,20,22). A palavra Rapha (Haraphah com artigo) pode ser o nome próprio de uma raça de gigantes chamada dos refains (cf. Gn 14.5; Gn 15.20; 2Sm 5.18). Os filhos que aqui se mencionam são diferentes dos nefilim ou "gigantes" (Gn 6.4; Nm 13.33), e dos filhos de Enaque (Nm 13.28,33; Dt 9.2; Js 15.13-14) para cuja referência se usa a palavra nefilim. É provável que no versículo 17 a versão correta seja: "e ele (Davi) feriu o filisteu e o matou", versão que se harmoniza com o versículo 22. Desse momento em diante o povo recusou-se a consentir que Davi tornasse a arriscar a vida, pois que esta era, para eles, como a lâmpada de Israel (17). Elanã, filho de Jaaré-Oregim... (19). Certa versão acrescenta "O irmão de", expressão que antepõe ao nome de Golias a fim de fazer coincidir a descrição com a de (1Cr 20.5); mas a inserção não é apoiada por nenhuma das versões antigas. Em (1Cr 20.5), o texto é: "e Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias o geteu". Levanta-se, pois, a importante questão sobre qual dos textos estará correto-o de Samuel ou o de Crônicas. Os comentadores liberais mantêm que não é histórico o episódio relatado em (1Sm 17), segundo o qual Davi mata o gigante Golias. Baseiam a sua afirmação em (2Sm 21.19) que atribui a morte de Golias a Elanã. Como réplica, asseveram alguns terem existido dois Golias; o fato é improvável se bem que, por estranho que pareça, houvesse dois Elanãs, ambos de Belém (cf. 2Sm 23.24). Da mesma maneira poderia haver dois Golias de Gate, um morto por Davi e outro por Elanã. Trata-se, contudo, de uma explicação pouco satisfatória. Não há, na verdade, dúvida de que a descrição de (1Cr 20.5) é exata e de que Elanã matou Lami, irmão de Golias. Em (2Sm 21.19) há dois erros evidentes, dois erros de copista. O versículo termina com a palavra oregim, isto é, "tecelãos". No hebraico a palavra é "órgão de tecelãos" (pl.) não "órgão de tecelão". Ora, a palavra oregim aparece no meio do verso no nome Jaaré-Oregim. O nome Jair de (1Cr 20.5) é sem dúvida preferível a Jaaré. O copista teria visto oregim no fim do versículo e escrevê-lo-ia depois do nome de Jair. Depois transpôs as letras hebraicas de Jair, que ficou Jaaré-concordância pedida pelas leis, da gramática hebraica. Por outro lado, no texto hebraico da passagem de Samuel, as palavras "belemita" e "Golias" aparecem juntas (beth halachmi’eth golyath hagitti) e assemelham-se muito de perto às palavras de Crônicas "Lami, irmão de Golias" (’ eth lachmi ‘achi golyath hagitti). Os especialistas concordam que um dos textos é uma deturpação do outro mas hesitam em decidir-se por um. O fato de ter o copista errado em Jaaré-Oregim mostra estar a deturpação em (2Sm 21.19) e não constituir (1Cr 20.5) uma tentativa para desfazer a suposta discrepância entre (2Sm 21.19) e (1Sm 17) onde se relata a morte de Golias por Davi.

Certo comentador faz uma longa exposição, com a qual pretende justificar a seguinte tradução de (2Sm 21.19): "Elanã, filho de Jessé, o belemita, feriu Golias...". Segundo uma velha tradição judaica, preservada no Targum e aceita por S. Jerônimo, Elanã era outro nome para Davi. Infelizmente não existem provas de que assim fosse. A aceitação do texto hebraico de (1Cr 20.5) como sendo o correto, tende a destruir a interpretação dos comentadores que vêem afirmações contraditórias em (1Sm 17) quanto à parte tomada por Davi.

A MORTE DE CAMPEÕES FILISTEUS (1Cr 20.4-8). Ver (2Sm 21.18-22). Gezer (4); "Gobe" em (2Sm 21.18). Sipai (4); "Safe" em (2Sm 21.18). E Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias, o geteu (5). Em (2Sm 21.19), lemos: "E Elanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, feriu Golias, o geteu".

O crítico extremista considera axiomático que Samuel tem razão e que, portanto, a história de (1Sm 17) não passa de uma tradição sem valor. Este versículo é, portanto, posto de parte como uma tentativa do cronista de se libertar de uma discrepância. Para uma análise pormenorizada, ver a nota referente a (2Sm 21.19). Não há motivo adequado para não aceitar a afirmação de Crônicas. [2]

FONTES:
[1] - Enciclopédia Manual Popular. Enigmas e “Contradições da Bíblia” – Norman Geisler – Thomas Howe – Ed. Mundo Cristão
[2] - Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova

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Profecias Messiânicas e Seus Cumprimentos

13:55

PROFECIAS

ASSUNTO

CUMPRIMENTO

Gn 3.15

Descendente da mulher

Gl 4.4; Lc 2.7

Gn 12.3; 18.18

Semente de Abraão, Prometida

At 3.25; Mt 1.1; Lc 3.34

Gn 17.19

Semente de Isaque, Prometida

Mt 1.2; Lc 3.34

Nm 24.17

Semente de Jacó, Prometida

Lc 3.34; Mt 1.2

Gn 49.10

Descendente da Tribo de Judá

Lc 3.33; Mt 1.2,3

Is 9.7; 11.1-5;

O Herdeiro do Trono de Davi

Mt 1.1,6; 2 Sm 7.13

Mq 5.2

O lugar do Seu nascimento

Lc 2.1; Lc 2.4-7

Dn 9.25

O tempo do Seu nascimento

Lc 2.1-7

Is 7.14

Nascido de uma Virgem

Mt 1.18; Lc 1.26-35

Jr 31.15

A matança dos inocentes

Mt 2.16-18

Os 11.1

A fuga para o Egito

Mt 2.14,15

Is 9.1,2

O ministério na Galiléia

Mt 4.12-16

Dt 18.15

O Profeta

Jo 1.45; 6.14; At 3.19-26

Sl 110.4

Um Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque

Hb 5.5,6; 6.20; 7.15-17

Is 53.3

Sua rejeição pelos judeus

Jo 1.11; 5.43; Lc 4.29; 17.25

Is 11.2-4; Sl 45.7

Algumas das Suas características

Lc 2.52; 4.18

Zc 9.9; Is 62.11

A Sua entrada triunfal

Jo 12.12-14

Sl 41.9

Traído por um amigo

Mc 14.10; 43.45; Mt 26.14-16

Zc 11.12,13

Vendido por trinta moedas de prata

Mt 26.15; 27.3-10

Zc 11.13

O dinheiro usado para comprar o campo do oleiro

Mt 27.3-10

Sl 109.7,8

Outro deve tomar o encargo de Judas

At 1.16-20

Sl 27.12; 35.11

Testemunhas falsas acusam-nO

Mt 26.60,61

Is 53.7

Silêncio, quando acusado

Mt 26.62,63; 5138.13,14

Is 50.6

Feriram-nO e cuspiram-nO

Mc 14.65; 15.17

Sl 69.4;

Foi odiado, sem culpa

Jo 15.23-25; Sl 109.3-5

Is 53.4,6,12

Sofreu em lugar dos outros

Mt 8.16,17; Rm 4.25; 1 Co 15.3

Is 53.12

Crucificado com pecadores

Mt 27.38; Mc 15.27,28; Lc 23.33

Sl 22.16; Zc 12.10

Mãos e pés traspassados

Jo 20.27, 19.37, 20.25,26

Sl 22.6-8

Sendo lembrado

Mt 27.39-44

Sl 69.21

Ingerindo vinagre e fel

Jo 19.29

Sl 22.8

Palavras proféticas sobre Ele, repetidas na injúria

Mt 27.43

Sl 109.4; Is 53.12

Oração por Seus adversários

Lc 23.34

Zc 12.10

Seu lado transpassado

Jo 19.34

Sl 22.18

Deitam sorte sobre Suas vestes

Mc 15.24; Jo 19.24

Sl 34.20

Nenhum osso a ser quebrado

Jo 19.33; Êx 12.46

Is 53.9

Sepultado com os ricos

Mt 27.57-60

Sl 16.10

Sua ressurreição

Mt 28.9; Mt 16.21

Sl 68.18

Sua ascensão

At 1.9


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As 95 Teses de Martinho Lutero

18:07
Em 31 de outubro de 1517, Lutero fixou 95 teses na porta da igreja do Castelo, na cidade de Wittenberg na Alemanha. Nelas, manifestou sua insatisfação em relação a abusos e distorções que, segundo ele, desviavam do caminho proposto pela Sagrada Escritura. Manifestou-se especificamente contra a venda de indulgências, isto é, contra a comercialização do perdão. Entendia-se, segundo a teologia oficial, que o perdão dos pecados podia ser obtido mediante a satisfação de algumas obras e, pior, mediante pagamento pecuniário. A isso, Lutero opôs que a pessoa é justificada somente pela graça de Deus, mediante a fé; que norma da Igreja é somente a Sagrada Escritura. Daí dizer-se que o reformador defendia três “solas” (do latim sola – somente): sola gratia (somente pela graça), sola fide (somente pela fé) e sola Scriptura (somente a Escritura como norma da Igreja e da fé).

A partir desses conceitos básicos desenvolveu-se todo o programa de Reforma que não se limitou a uma reforma entre os muros da Igreja, mas teve conseqüências culturais, políticas, sociais e econômicas em toda a Europa que, depois, alastraram-se também pelo novo mundo.


As 95 Teses de Martinho Lutero


1. Nosso Mestre o Senhor Jesus Cristo, quando disse: "fazei penitência", quis afirmar que toda a vida dos crentes fosse de arrependimento.

2.Esta palavra não pode ser interpretada como penitência sacramental, isto é, a confissão e a satisfação que administram os sacerdotes.

3. Todavia, hão significa somente arrependimento interior; não, pois não há arrependimento interior que não se manifeste no exterior em diversas mortificações da carne.

4. A penalidade do pecado, por conseguinte, continua, enquanto durar o aborrecimento de si mesmo, porque este é o verdadeiro arrependimento interior, e coninua até nossa entrada no reino dos Céus.

5. Ao Papa não compete remir, nem pode remir outras penas que as que ele mesmo tem posto, seja por sua própria autoridade, ou pela autoridade dos cânones.

6. O Papa não pode remir nenhuma culpa, senão somente declarar que tem sido remida por Deus e afirmar a remissão se bem em casos reservados a seu critério. Se fosse menosprezado o seu direito a conceder remissão em tais casos, a culpa permaneceria inteiramente sem padrão.

7. Deus não redime a culpa daqueles que não se submetm humildemente ao sacerdote.

8. Os cânones penitenciais somente podem ser aplicados aos vivos e não aos mortos.

9. O Papa, pelo Espirito Santo, é benévolo, pois sempre faz exceções em seus decretos do artigo de morte e de necessidade.

10. Os sacerdotes que, no caso de morimbundos, reservam as penitências canônicas para o purgatório, são ignorantes é malvados.

11. Esta alteração de penitência canônica a do purgatório e uma cizânia semeada enquano os bispos dormiam.

12. Antigamente as penas canônicas eram colocadas antes da absolvição como prova de verdadeira contrição.

13. A morte liberta o morimbundo de toda penalidade crônica.

14. A saúde imperfeita da alma provoca necessariamente grande medo ao morimbundo.

15. Esse medo é sem si suficiente para construir as penas do purgatório.

16. O céu, purgatório e o inferno diferem entre si com diferem o desespero, o quase desespero e a segurança perfeia.

17. é necessário que se aumente o amor e se diminua o ódio para como as almas do purgatório.

18. Nem a razão, nem as Escrituras asseguram que elas estão fora do alcance do amor.

19. Tampouco está comprovado que elas conheçam sua bem aventurança, ainda que nos estejamos certos disso.

20. Por conseguinte, quando o Papa fala de "completa remissão de penas" não se refere a "todos", senão àquelas impostas por ele.

21. Os missionários de indulgências, portanto, se iludem quando dizem que pela indulgência do Papa o homem se liberta de todo o castigo e se salva.

22. Porque, por intermédio dela, não se redime as almas do purgatório de nenhuma pena que deveria pagar nesta vida.

23. Se fosse possível conceder a remissão de todas as penas, somente poderia conceder-se aos mais perfeitos, isto é, de um pequeno número.

24. Por conseguinte a maior parte do povo está enganada por esta indiscriminada e altissonante promessa de libertação de penas (pelos pregadores de indulgências).

25. O mesmo poder que o Papa tem sobre o purgatório em toda igreja, cada bispo o tem em particular na sua diocese e cada cura na sua própria paróquia.

26. O Papa faz bem quando concede remissão às almas (purgatório), não pelo poder das chaves, senão pela intercessão.

27. Eles pregam que no momento que a moeda tina no fundo do cofre sai do purgatório.

28. O que sucede quando tine a moeda é que a ganância e a avareza aumentam, mas o resultado da intercssão da igreja está no poder de Deus somente.

29. Quem sabe se todas as almas do purgatório querem sai dali como nas lendas de São Severino e São Paschoal?

30. Ninguém esta seguro de que sua própria contrição seja sincera; muito menos que tenha obtido plena remissão.

31. Tão raro quanto ao homem que é verdadeira­mente penitente é aquele que verdadeiramente compra indulgências.

32. Aqueles que imaginam estar seguros de sua salvação pelas cartas de indulgências, serão condenados com os que assim ensinam.

33. Os homens devem guarda-se daqueles que dizem que o perdão do Papa é um dom inapreciável de Deus.

34. Porque "essas graças" somente dizem respeito ás penas sacramentais impostas pelo homem.

35. ensinam doutrinas anticristãs àquelas que pretendem que para livrar uma alma do purgatório, ou comprar uma indulgência, não é necessário nem dor nem arrependimeno.

36. Todo o cristão que sente verdadeiro arrependimento pelos seu pecados, tem direito a uma completa remissão do castigo e da culpa, sem que para isso necessite de indulgência.

37. Todo verdadeiro cristão morto ou vivo, participa de todos os bens de cristo ou da igreja, pela graça de Deus e sem bula de indulgência.

38. A remissão papal não deve ser desprezada, não obstante, porque, como se tem dito, é a declaração da remissão divina.

39. É dificílimo, ainda para os mais hábeis teólogos, recomendar ao povo ao mesmo tempo e abundância de indulgências e a necessidade de verdadeira contrição.

40. O verdadeiro arrependimento e a verdadeira dor buscam e amam o castigo; porém a begnidade de indulgência absolve do castigo e fez conceber aversão a ele.

41. Os perdões apostólicos (papais) devem ser pregados com cautela para que não se tomem como preferidos às boas do amor.

42. Convém ensinar aos cristões que o Papa não pensa e nem quer que se compare em nada o ato de comprar as indulgências a uma obra qualquer de misericórdia.

43. Convém ensinar aos cristões que aquele que dá aos pobres ou empresta sem interesse, obra melhor do que aquele que compra uma indulgência.

44. Efetivamente a obra de caridade faz aumentar a caridade e torna o homem mais piedoso; enquanto que a indulgência não se torna melhor, porem somente mais confiado em si mesmo, julgando-se do castigo.

45. Deve-se ensinar aos cristão que quem, ao invés de julgar a quem está necessitado, compra urna indulgência, não compra indulgência do Papa senão a indignação de Deus.

46. É preciso ensinar aos cristãos que, salvo tenha mais do que necessitem para eles e sua família, não devem desperdiçar em indulgências.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é questão de livre arbítrio.

48. É preciso ensinar aos cristãos que o Papa tendo mais necessidades de uma oração feita com fé do que com dinheiro, deseja mais orações do que de dinheiro quando distribui as indigências.

49. É preciso ensinar aos cristãos que a indulgência do Papa é boa se não depositarem nela a menor confiança; porém que não há nada mais prejudicial se ela faz perder o temor de Deus.

50. É preciso ensinar aos cristãos que, se o Papa conhece as exações dos pregadores de indulgências, prefereria que a metrópole de São Pedro fosse queimada e reduzuda as cinzas do que vê-la edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. É preciso ensinar aos cristãos que o Papa como é do seu dever, distribuiria, se necessário, seu próprio dinheiro entre as pessoas pobres, a quem os pregadores de indulgências tiram hoje até o último vintém, ainda que , para isso, tivessem de vender a basílica de São Pedro.

52. A esperança de ser salvos pelas indulgências é uma esperança vã e mentirosa, ainda que o. comissário das indulgências, ou mesmo o Papa, para confirmá-la, empenhasse a sua alma.

53. São inimigos de Cristo e do Papa os que suspendem a pregação da palavra de Deus nas igrejas para que possam pregar as indulgências.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se dá igual ou mais tempo às indulgências do que à Palavra de Deus.

55. O Papa não pode ter outtro pensamento senão este: "Se a indulgência, que é menor que o Evangelho, é anunciada com o repique de um sino e, com a pompa e cerimônia, muito mais deve-se solenizar o anúncio do evangelho, que é mais do que a indulgência, com repique de cem sinos, e com cem pompas e cem cerimônias".

56. Os "tesouros da igreja" dos quais o Papa concede indulgência, não são suficientemente mencionados ou conhecidos entre o povo.

57. Que não são tesouros temporais é evidente.

58. Tampouco são os méritos de Cristo e dos Santos, porque estes obram sem necessidade do Papa.

59. São Lourenço dizia que os tesouros da igreja eram os pobres da igreja mais falava com as palavras de sua época.

60. Sem audácia dizemos que as chaves da igreja, dadas, pelos méritos de Cristo, são esse tesouro.

61. Porque está claro que para a emissão das penalidades e dos casos reservados, basta o poder do Papa.

62. O verdadeiro tesouro da igreja é o santíssimo Evangelho da Graça e da Glória de Deus.

63. Mas esse tesouro é naturalmente odiado, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. O tesouro das indugências é mais aceitável naturalmente porque faz que os últimos sejam os primeiros.

65. Os tesouros da igreja são primeiramente destinados a pescar homens de riqueza.

66. Os tesouos das indugências são redes para pescar as riquezas dos homens.

67. As indulgências que os pregadores anuncam como "maiores graças" são na medida que aumentam os ganhos.

68. Contudo são na verdade as graças mais pequenas, comparadas com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e curas devem advertir os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência.

70. Mas, ainda mais, obrigados estão a abrir os olhos e ouvidos, para que esses homens não pregem suas próprias fantasias em lugar da comissão do Papa.

71. Seja anátema todo aquele que falar contra as indulgências do Papa.

72. Porém seja bendito aquele que fala contra as palavras loucas e imprudentes dos pregadores das indulgências.

73. O Papa condena justamente os que, por qualquer arte, prejudicam o tráfico de indulgências.

74. Mas muito mais pretendo condenar aqueles que usam o pretexto das indulgências para prejudicar o amor e a verdade.

75. Pensar que as indulgências papais são tão grandes que possam absolver um homem que tenha cometido um pecado impossível e violado a mãe de Deus, é uma loucura.

76. Dizemos pelo contrário, que as indulgências papais não podem tirar o menor pecado venial, no que concerne a culpa.

77. Diz-se que o próprio S. Pedro, se fosse Papa agora, não poderia conceder maiores graças; isto é uma blasfémia contra S. Pedro e contra o Papa.

78. Afirmamos, pelo contrário, que qualquer Papa tem maiores graças a sua disposição; a saber o Evangelho, dons cura, (Como se diz em 1 Co 12)

79. dizer que a cruz gurnecida com as armas do Papa (que levantam os vendedores de indulgências), tem o mesmo poder que a cruz de Cristo, é uma blasfêmia.

80. Os bispos, os pastores e teólogos que consentem que se digam tais coisas ao povo, hão de dar conta disso a Deus.

81. Esta descarada pregação das indulgências faz com que seja difícil, mesmo para os sábios, defende bem a dignidade e a honra do Papa, contra as calúnias ou mesmo as perguntas sutis e astutas dos leigos.

82. Por exemplo: "Porque o Papa não esvazia o purgatório, por puro amor santo e pela espantosa necessidade das almas que ali estão, se redime a um número infinito de almas pelo miserável dinheiro que necessita para construir uma igreja?"

83. "Porque continuam as missas pelos mortos, e porque não devolvem ou permitem que sejam retiradas as dotações fundadas em benefícios dela, desde que é um erro rogar pelos remidos?"

84. "Qual é a nova piedade de Deus e do Papa, que por dinheiro permite que um ímpio, que é inimigo deles, tire purgatório a alma do melhor amigo de Deus, e não colocam, de preferência, em liberdade esta alma piedosa e amada por puro amor?"

85. "Porque os cânones penitenciais, que há tempo estão de fato abrojados e mortos pelo desuso, há de satisfazer e agora pela concessão de indulgências, como ainda se estivessem em vigor?"

86. "Porque o Papa, cuja riqueza é hoje o maior que a dos pobres, não constrói a igreja de S. Pedro com o seu próprio dinheiro, em lugar de fazê-lo com o dinheiro dos pobres crentes?"

87. "Que é que o Papa pode remir, e participação concede aquele que, por sua perfeita contrição, tem o direito a uma perfeita remissão e participação?"

88. "Que maior benção poderia receber a igreja e não aquela que o Papa fizesse cem vezes por dia o que agora faz uma vez, e concedesse a todos os crentes essas remissões e participações?"(A indulgência dava direito ao seu possuidor à absolvição uma vez na vida e em artigo de morte).

89. "Posto que o Papa, com suas indulgências busca a salvação das almas mais que o dinheiro, porque suspende as indulgências concedidas até o presente, se tem a mesma eficácia?" (Durante o tempo todo que se pregava a indulgência do jubileu - nos dias de Lutero - todas as demais indulgências estavam suspensas.)

90. Reprimir estes argumentos e escrúpulos dos leigos somente pela força, e não lhes da razões, é expor a igreja e o Papa a zombaria e seus inimigos e fazer desgraçados os cristãos.

91. Por conseguinte, se as indulgências se pregarem de acordo com a intenção do Papa, todas essas dúvidas se resolveriam facilmente; na realidade, não existiriam.

92. Oxalá pudéssemos livrar-nos de todos os pregadores que dizem a igreja de Cristo: Paz! e Não há paz.

93. Bem aventurados aqueles profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz, cruz" e Não há cruz! (porque a cruz que deixa de ser cruz tão logo diga gostosamente: "Bendita cruz, não há árvore como tu").

94. Deve-se exortar aos cristão para que sigam diligentemente a Cristo, mesmo através de penalidade, morte e inferno.

95. E a ter assim confiança de que hão de entrar no céu, antes através de dificuldades do que através da segurança da paz.
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Jesus a Raiz de Davi ?

13:24

Como Jesus pode ser a raiz de Davi se nas genealogias apresentadas nos evangelhos é José, seu padrasto, quem aparece como descenden­te de Davi ?

A genealogia documentada em Mateus 1:1-17

“Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos; Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera; Perez gerou a Esrom; Esrom, a Arão; Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe, a Naassom; Naassom, a Salmom; Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa; Asa gerou a Josafá; Josafá, a Jorão; Jorão, a Uzias; Uzias gerou a Jotão; Jotão, a Acaz; Acaz, a Ezequias; Ezequias gerou a Manassés; Manassés, a Amom; Amom, a Josias; Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel; Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde, a Eliaquim; Eliaquim, a Azor; Azor gerou a Sadoque; Sadoque, a Aquim; Aquim, a Eliúde; Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar, a Matã; Matã, a Jacó. E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo. De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze; desde Davi até ao exílio na Babilônia, catorze; e desde o exílio na Babilônia até Cristo, catorze.” (ARA)

É diferente da apresentada por Lucas 3:23-38

“Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli; Eli, filho de Matate, Matate, filho de Levi, Levi, filho de Melqui, este, filho de Janai, filho de José; José, filho de Matatias, Matatias, filho de Amós, Amós, filho de Naum, este, filho de Esli, filho de Nagai; Nagai, filho de Maate, Maate, filho de Matatias, Matatias, filho de Semei, este, filho de José, filho de Jodá; Jodá, filho de Joanã, Joanã, filho de Resa, Resa, filho de Zorobabel, este, de Salatiel, filho de Neri; Neri, filho de Melqui, Melqui, filho de Adi, Adi, filho de Cosã, este, de Elmadã, filho de Er; Er, filho de Josué, Josué, filho de Eliézer, Eliézer, filho de Jorim, este, de Matate, filho de Levi; Levi, filho de Simeão, Simeão, filho de Judá, Judá, filho de José, este, filho de Jonã, filho de Eliaquim; Eliaquim, filho de Meleá, Meleá, filho de Mená, Mená, filho de Matatá, este, filho de Natã, filho de Davi; Davi, filho de Jessé, Jessé, filho de Obede, Obede, filho de Boaz, este, filho de Salá, filho de Naassom; Naassom, filho de Aminadabe, Aminadabe, filho de Admim, Admim, filho de Arni, Arni, filho de Esrom, este, filho de Perez, filho de Judá; Judá, filho de Jacó, Jacó, filho de Isaque, Isaque, filho de Abraão, este, filho de Tera, filho de Naor; Naor, filho de Serugue, Serugue, filho de Ragaú, Ragaú, filho de Faleque, este, filho de Éber, filho de Salá; Salá, filho de Cainã, Cainã, filho de Arfaxade, Arfaxade, filho de Sem, este, filho de Noé, filho de Lameque; Lameque, filho de Metusalém, Metusalém, filho de Enoque, Enoque, filho de Jarede, este, filho de Maalalel, filho de Cainã; Cainã, filho de Enos, Enos, filho de Sete, e este, filho de Adão, filho de Deus.” (ARA)

Mateus escreveu seu evan­gelho para os judeus e, assim, a genealogia oficial traz em questão as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, pois os judeus esperavam que o Messias fosse descendente de Abraão e raiz de Davi. Lucas escreveu seu evangelho para os gregos e, por isso, apresenta Jesus como perfeito, se­gundo a concepção da cultura helênica. O propósito de Mateus é mostrar Jesus como verdadeiro rei, e o de Lucas é mostrá-lo como verdadeiro humano. Mateus apresenta a linhagem legal de Davi e Lucas a linhagem natural. Tanto José quanto Maria, os pais terrenos de Jesus, eram descendentes de Jessé. Podemos apontar a genealogia de Lucas como sendo de descendentes familiares de Maria e a de Mateus, de José. Esta pode ser uma explicação, pois na cultu­ra judaica o homem, através de seu comprometimento com uma mulher, era tido como filho de seu sogro. Assim, embora Maria não seja citada, ela é, no entanto, re­presentada por seu marido[1].

Isso é de se esperar, já que são duas linhas diferentes de an­cestrais, uma através de seu pai legal, José, e outra através de sua mãe de fato, Maria. Mateus apresenta-nos a linha oficial, já que seu propó­sito é mostrar as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, que reque­riam que o Messias viesse da semente de Abraão e da linhagem de Davi (cf. Mt 1:1). Lucas, tendo em vista um público grego bem mais amplo, dirige-se para o interesse grego de ver Jesus como o homem perfeito (que era o que buscava o pensamento grego). Assim, ele traça a linha genealógica de Jesus até o primeiro homem, Adão (Lc 3:38).

Há várias razões para que Mateus apresente a genealogia paterna de Jesus, e Lucas, a materna. Primeiramente, mesmo que as duas linhas vão de Jesus a Davi, cada uma delas o faz através de um filho diferente de Davi. Mateus inicia com José (pai de Jesus segundo a lei) e vai até o rei Salomão, filho de Davi, de quem Cristo por direito herdou o trono de Davi(cf. 2Sm7-12ss).

O propósito de Lucas, por outro lado, é mostrar Cristo como verda­deiramente humano. Então ele vai de Cristo a Natã, filho de Davi, se­guindo a genealogia de Maria, sua mãe de fato, pela qual Jesus pode de­clarar ser perfeitamente humano e o redentor da humanidade.

Lucas não diz que está traçando a genealogia de Jesus a partir de José. Antes, ele observa que Jesus, "como se cuidava" era "filho de José", quando de fato ele era filho de Maria. Também o fato de Lucas re­gistrar a genealogia pela linha de Maria vinha bem ao encontro de seu interesse, como médico, por mulheres e nascimentos, o que se vê inclu­sive por sua ênfase em mulheres no seu Evangelho, que tem sido cha­mado de "o Evangelho para as mulheres".

Finalmente, o fato de terem as duas genealogias alguns nomes em comum (tais como Salatiel e Zorobabel, Mt 1:12; cf. Lc 3:27) não prova que são a mesma genealogia por duas razões. Primeiro, esses não são nomes incomuns. Segundo, até na própria genealogia (na de Lucas) há uma repetição dos nomes de José e Judá (Lc 3:26, 30). [2]

As duas genealogias podem ser resumidas da seguinte forma:

Bibliografia:
[1] - Revista Defesa da Fé - Edição Ano 6 Nº 41 Dez/2001 - Pag. 62.
[2] - Enciclopédia Manual Popular de Enigmas e "Contradições" da Bíblia - Editora Mundo Cristão - 1ª Edição Fev/1999 - Pags. 393 e 394.
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Jesus Foi Crucificado Na Hora Terceira Ou Na Hora Sexta ?

16:04

Marcos, em seu evangelho, menciona que Jesus fora crucifi­cado na hora terceira (Nove horas da manhã), conforme o tempo judeu "Então, o crucificaram e repartiram entre si as vestes dele, lançando-lhes sorte, para ver o que levaria cada um. Era a hora terceira quando o crucificaram." (Mc 15:24,25) e no Evangelho de João nos informa que na hora sexta (ao meio dia) Jesus estava ainda em julgamento "Ouvindo, pois, Pilatos esse dito, levou Jesus para fora e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico o nome é Gabatá. E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei." (Jo 19:13,14).

Isso faria com que a Sua crucificação teria ocorrido mais tarde do que narrou Marcos em seu Evangelho.

Então qual dos Evagelhos estaria especificando corretamente o horário da crucificação?

Contudo, Aqui não há nenhuma contradição, pois devemos ter em mente a possi­bilidade de haver dois tipos de medição do tempo. E certamen­te os dois escritores fizeram uso diferenciado dos mesmos.

O tempo romano era calcu­lado de meia-noite à meia-noite, do mesmo modo como contamos atualmente. O período de 24 horas ju­daico portanto começava às 6 horas da tarde e estendia-se às 6 horas da manhã, quando reiniciava outro período.

Assim, quando Marcos afirma que Cristo fora crucificado na ter­ceira hora, esse horário corres­ponde às 9 horas da manhã do nosso tempo (período judaico). E quando João relata que o jul­gamento de Cristo foi por volta da hora sexta (período romano), esse horário equivale às 6 da manhã.

Não há nenhuma contradição entre os evangelistas. A diversi­dade de métodos e de estilo apenas acentua a liberdade que os escritores sagrados tinham em relatar a verdade que viram.

Os dois evangelistas estão corretos em suas afirmações, João segue o sistema de tempo romano, ao passo que Marcos segue o sistema judaico.
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Peixe, Símbolo do Cristianismo ?

12:54

Sim, o peixe foi um dos símbolos do Cristia­nismo. O peixe era alimento básico entre os ju­deu. Embora duas vezes tenha sido objeto de mi­lagre, e assim como o pão tornou-se símbolo de Cristo, assim também o peixe pôde ser lembra­do como provisão de Deus. Uma vez que o pei­xe era um alimento essencial, a profissão de pes­cador era comum. O Senhor Jesus usou a figura do pescador e da pesca para exemplificar o discipulado e a abrangência do Reino de Deus.

Os ministros de Deus são chamados pescado­res, porquanto procuram conquistar os homens para Cristo e para o reino (Mt 4:19; Mc 1:17; Lc 5:10).

Como símbolo cristão, a palavra grega para peixe, ichthys, era dividida como segue: / (Je­sus); ch (Cristo); th (de Deus); y (Filho); s (Salva­dor). A frase grega, por inteiro, era: Ieosous Christós Theou hyiós, Soter, ou seja: Jesus Cris­to, Filho de Deus, Salvador.


Tornando o mais famoso acróstico da Antigüidade e de toda a História, sem dúvida, foi criado pelos primitivos cristãos. Tomando as letras iniciais da frase grega Iesous Christós, Theou hyiós, Soter (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador), que era escrita com uma palavra abaixo da outra, formou-se o acróstico ichthus (peixe), animal adotado como símbolo místico por esses religiosos. Eis o acróstico, em grego:

Além de ser o acróstico mais conhecido, esse foi também o mais perigoso em toda a História. A prática do Cristianismo só se tornou totalmente liberada no início do século IV. Durante o primeiro século da Era Cristã, os cristãos foram perseguidos e presos. Muitos deles faleceram nas arenas romanas, lutando contra leões. A associação de qualquer cidadão romano com esse acróstico, sinal secreto de adesão à doutrina cristã, bastava para que ele se tornasse uma vítima da intolerância religiosa do Estado romano.

Observe a imagem do peixe ainda preservada nas catacumbas romanas, onde os cristãos primitivos se encontravam para praticar secretamente o culto.

O Peixe foi um dos primeiros símbolos cristãos, os cristãos para se identificarem desenhavam no chão o peixe, assim podiam conversar sobre Cristo com outro cristão, sem correr o risco de ser morto por um perseguidor, hoje esse simbolo continua a ser usado por algumas denominações cristãs.

Esse mesmo acróstico foi parte central de uma das mais famosas e duradouras fraudes literárias da História, que alguns estudiosos consideram fundamental para a difusão do Cristianismo em seus primeiros séculos de existência.

Figuras do peixe no chão em mosaico na igreja da multiplicação dos pães em Tabgha - Israel


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Charges

14:07

A Crise

Teólogo Intelectual

Antropologia

Gabinete Pastoral

Briga de Irmãos

Motivação

Modismo

Preletor

Fumante

Crise Internacional

Raiz

O Sono

A Ovelha Ouve a Voz de Seu Pastor

Esposa de Pastor

Enquanto Isso no Édem

Porta

Fofoca

Excesso de Velocidade

Dia Internacional da Mulher

Fofoca

Horóscopo

Vida de Pastor

Estudo

Filha de Pastor

Pontualidade

Culto de Doutrina

Paz

Revelação

Receba, Receba....

Missionários

Sai, Agora....

Escória

Moisés no Banho



Neopotismo Eclesiástico
Obesidade

Cesária

Oferta

Oleiro

Meu Pastor


O Sacerdote e o Cordeiro

Missionários

Portabilidade

Púlpito Tradicional

GPS

Santidade

Sai Dele

Santa Ceia Nas Férias

Humildade

Tentação

Teologia

Liderança

Preleção

Seminarista Intelectual

Google Site de Busca

Pastor Tradicional


Ser Ou Não Ser!

Não Só Ouvinte!

O Chamado

Locadora

Oferta para Igreja

Lutero

Arrebatamento

Reunião do Conselho

Terapia de Choque

Substituição Pastoral

Um Verdadeiro Apóstolo

Sapatada no Pastor

Ciúmes
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Reflexões

20:05

O Perdão


Era um vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.

Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: Se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um carro de presente.

Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel.

Isso era mau!. O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de Medicina.

Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração.

O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel. Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote.

Para sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse.

A partir daquele dia, o silêncio e distância separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família.

O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu.

No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia:

"Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".

Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto. Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isto leva a erros terríveis e a um fim ainda pior.

Antes que seja tarde, caro leitor, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, vai ver que há também um "cheque escondido" em todas as adversidades da vida...

Autor: Desconhecido


O Alpinista

Contam que um alpinista, desesperado por conquistar uma altíssima montanha, iniciou sua escalada depois de anos de preparação.

Como queria a glória só para ele, resolveu subir sem companheiros. Durante a subida foi ficando tarde e mais tarde, e ele não havia se preparado para acampar, sendo que decidiu seguir subindo... e por fim ficou escuro.

A noite era muito densa naquele ponto da montanha, e não se podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, visibilidade zero, a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens.

Ao subir por um caminho estrei­to, a apenas poucos metros do topo, escorregou e precipi­tou-se pelos ares, caindo a uma velocidade vertiginosa.

O alpinista via apenas velozes manchas escuras passando por ele e sentia a terrível sensação de estar sendo sugado pela gravidade. Continuava caindo... E em seus angustiantes momentos, passaram por sua mente alguns episódios feli­zes e outros tristes de sua vida.

Pensava na proximidade da morte, sem solução... De repente, sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado e presa nas estacas cravadas na montanha.

Nes­se momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou com todas as suas forças:

MEU DEUS, ME AJUDA !!!

De repente, uma voz grave e profunda vinda dos céus lhe respondeu:

QUE QUERES QUE EU TE FAÇA?

- Salva-me meu DEUS !!!

REALMENTE CRÊS QUE EU POSSO SALVÁ-LO?

Com , toda certeza Senhor !!!

-ENTÃO CORTA A CORDA NA QUAL ESTÁS AMARRADO...

- Houve um momento de silêncio; então o homem agarrou-se ainda mais fortemente à corda...

Conta a equipe de resgate, que no outro dia en­contraram o alpinista morto, congelado pelo frio, com as mãos agarradas fortemente à corda...

A APENAS DOIS METROS DO SOLO...

E você? Cortaría a corda ?

Às vezes precisamos tomar decisões que testam nossa fé em Deus.

E você? Que está tão agarrado às cordas? Te soltarias?

Devemos, diariamente exercitar nossa confiança em Deus lembrando-nos sempre que:

"O Senhor nosso Deus nos segura pela mão e nos diz: Não temas, Eu te ajudo" (Isaias 41:13)

Autor: Desconhecido


Olha o Pato !!!


Era uma vez um pequeno rapaz que estava de visita a casa de seus avós. No quintal ele brincava com um estilingue e tentava acertar nos seus alvos, mas nunca conseguia. Quando ficou desmotivado, desistiu e voltou para casa para jantar.

À medida que se aproximava da casa, viu um patinho de estimação da sua avó. Num impulso, ele pegou o seu estilingue e acertou no pato, matando-o.

Ele ficou chocado e pesaroso. Escondeu o pato num cantinho, uma vez que apenas a sua irmã o tinha visto. Maria, a sua irmã, tendo visto tudo não contou nada a ninguém.

Depois do jantar, a avó disse Maria, ajuda-me a lavar os pratos. Mas a Maria argumentou: Avó, o Joãozinho disse-me que queria ajudar na lavagem hoje.

Em seguida, murmurou ao seu irmão.

- 'Olha o pato !!!'.

Assim, a Maria foi pescar e o Joãozinho ficou na cozinha a ajudar. Na manhã, eles queriam ir pescar, mas a avó disse é pena, mas preciso que a Maria me ajude a fazer o almoço.

Aí, Maria sorriu e disse: Ora, não faz mal, porque o Joãozinho disse que queria ser ele a fazer!. Virou-se para o seu irmão e murmurou outra vez:

- 'Olha o pato !!!'.

E lá foi ela brincar no lago e o Joãozinho ficou na cozinha. Depois de uma série de dias fazendo as suas tarefas e as de Maria, o João já não conseguia mais.

Chegou-se ao pé da avó e confessou que tinha matado o pato. A avó ajoelhou-se, deu-lhe um abraço e disse Querido, eu sei! Eu estava na janela quando tu acertaste nele. Eu vi tudo. Mas eu amo-te e te perdôo. Estava só vendo até quando iria deixar que a Maria fizesse de ti seu escravo.

O que quer que tenha acontecido no nosso passado, o que quer que Satanás continue a atirar-nos à cara, lembre-se.

- 'O Senhor estava na janela e ele viu tudo'.

Ele estava só esperando até quando íamos deixar que Satanás fizesse de nós seus escravos.

A melhor coisa sobre o Senhor é que ele não só perdoa como também esquece.

'' Pois tu, Senhor, {és} bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.''. (Sl 86:5) (ARC)

Autor: Desconhecido

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Humor

18:33





A ESTÓRIA DO VCC


Conta-se que certo caipira estava no seu trabalho rotineiro, num canavial, quando, de repente, viu brilhar no céu: VCC. Muito religioso, o caipira julgou que aquelas letras significavam: “Vai Cristo Chama”. Fiel à visão correu ao pastor de sua Igreja e contou-lhe o ocorrido, concluindo que gostaria de devotar o restante de sua vida à pregação do evangelho. O pastor, surpreso diante do relato, disse:

Mas para pregar o evangelho, é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a Bíblia o bastante para sair pelo mundo pregando a sua mensagem?

Claro que sim! – Disse o caipira.

E qual é a parte da Bíblia que você mais gosta e conhece?

– As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano.

– Então, conte-a!

Pede o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento Bíblico do futuro pregador do evangelho.

O caipira começa a falar:

– Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse:

Varões irmãos, escutai-me:

Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. E entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade.

E partindo dali foi conduzido pelo Espírito ao deserto, e tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome, e os corvos lhes traziam alimento, pois alimentava-se de gafanhoto e mel silvestre. E sucedeu que indo ele andando, eis que um carro de fogo o ocultou da vista de todos. A rainha de Sabá viu isso e disse: “ Não me contaram nem a metade”.

Depois disso, ele foi até a casa de Jezabel, a mãe dos filhos de Zebedeu, e disse: “ Tiveste cinco maridos, e o homem que agora tens, não é teu marido”. E olhando ao longe, viu a Zaqueu pendurado pelos cabelos numa árvore e disse: “ Desce daí, pois hoje almoçarei na tua casa”. “Que comeremos?”, pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas.

“E todos os que o ouviram se admiraram da sua doutrina”.

O caipira, entusiasmado, olhou para o pastor e perguntou:

– E então, estou pronto para pregar o evangelho?

Responde o pastor:

Olha, meu filho, eu acho que aquelas letras no céu não significam: “Vai Cristo Chama”. Antes, deveriam ser lidas: “Vai Cortar Cana”.

MORAL DA ESTÓRIA: Um conhecimento superficial das Escrituras poderá causar danos irreversíveis ao ministério, caso o mestre não leve em conta os fatores fundamentais para uma boa interpretação Bíblica.

Autor: Desconhecido
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Jesus Desceu ao Inferno ?

15:00
I Pe 3.19 - Jesus desceu ao inferno? (Parte 1) / Daniel Grubba

A Bíblia, como qualquer outro livro da antiguidade, contem algumas passagens que são de difícil interpretação. E mesmo com tanto progresso exegético e hermenêutico, ainda assim, em alguns casos específicos, a busca pelo real significado do texto é uma tarefa árdua. Todavia, a complexidade da tarefa não nos impede de tentarmos transpor estes abismos, seja ele cultural, histórico, religioso, teológico, filosófico ou lingüístico, uma vez que a teologia exegética tem desenvolvido, em contato com outros ramos do saber, algumas ferramentas fundamentais, que certamente nos ajudará a transpor os abismos.

Dos muitos textos bíblicos que tiram o sono dos teólogos, existe um que simboliza toda esta questão. O texto é I Pedro. 3.17-20. Assim está registrado:

Porque melhor é sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal. Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água.

Destes três versículos, há um que chama atenção de qualquer leitor atencioso. No verso 19, o autor, está afirmando categoricamente que Jesus pregou aos espíritos em prisão. Mas que raio de espíritos são esses? Quando e onde exatamente Jesus pregou a estes espíritos? Porventura, são estes espíritos, espíritos dos mortos santos? Ou pecadores? Ou são espíritos malignos? Como vemos, muitas questões vem à tona, porque o texto não é claro em respondê-las. Mas este texto suscita uma outra outra pergunta, que pode ser considerada como a “pergunta que não quer calar”. Jesus desceu ao inferno para pregar aos espíritos? Obviamente, esta pergunta ainda tem destroncamentos. Existem outros textos bíblicos que apóiam esta interpretação? Qual a razão de Jesus ter ido pregar aos espíritos no inferno?

Este é o tipo de texto em que devemos tomar muito cuidado, justamente por causa da sua falta de clareza. Uma das regras da hermenêutica bíblica, desenvolvida por Agostinho (354-430 d.C.), serve muito bem de alerta contra a tentação de apoiar uma doutrina em um versículo enigmático. A nona regra de Agostinho, conforme resumo de Ramm, preza que “se um significado de um texto é obscuro, nada na passagem pode constituir-se matéria de fé ortodoxa” [1]. Esta regra é tão bem fundamentada que nunca foi descartada e ainda esta em voga. Norman Geisler, renomado teólogo da atualidade, afirma que é um grande erro “basear um ensino numa passagem obscura”[2].

A primeira proposta que deve ser descarta como herética, é a idéia equivocada de que Jesus foi ao inferno para dar uma segunda oportunidade aos incrédulos que morreram em iniqüidade. Mas alguém crê nisso realmente? Sim. Este é o caso dos universalistas[3], mas principalmente dos mórmons, que acreditam baseado neste versículo que as pessoas têm uma segunda chance de serem salvas após a morte, afinal, um Deus realmente amoroso deve ser capaz de oferecer uma outra oportunidade as pessoas no sentido delas poderem mudar de decisão.

Primeiramente, esta idéia pressupõe que Deus não deu oportunidades as pessoas antes de elas morrerem, ou que simplesmente não houve tempo suficiente para o indivíduo tomar uma decisão, e isto se trata evidentemente, de uma especulação sem nenhum fundamento. Em segundo, a bíblia não dá suporte a esta idéia. O texto de II Pe 3.9 declara que Deus esta aguardando, mediante sua longaminidade, o arrependimento dos homens, e isto quer dizer que ninguém pode alegar falta de tempo. Um outro testemunho bíblico bastante incisivo, que refuta esta idéia de que não houve oportunidades antes da morte, foi elaborado pelo apóstolo Paulo em Rm. 1.20, que diz que a verdade de Deus esta claramente revelada através da obra de sua criação, portanto todos são indesculpáveis. E para aumentar ainda mais a responsabilidade do homem em relação às imutáveis leis de Deus, Paulo enfatiza, mas também amplia a idéia de Rm 1.20 em Rm 2.15, declarando que Deus colocou sua lei moral na consciência de todos os homens, tanto judeus, que tinham a lei escrita, quanto gentios, que não a tinham. Segue-se ainda o fato da bíblia, sem qualquer chance de interpretação dúbia, declarar “que aos homens está destinado morrer uma só vez e depois vem o juízo” (Hb 9.27, ver também Lc.16.26).

J.P. Moreland, filósofo e teólogo cristão, reforça o testemunho bíblico acrescentando um argumento filosófico bastante interessante. Ele diz que “se as pessoas vissem o trono do julgamento de Deus após a morte, isto seria tão coercitivo que não mais teriam a possibilidade da livre escolha e qualquer decisão que tomassem não seria uma livre escolha real e genuína, mas totalmente forçada, uma vez que estariam fazendo uma escolha prudente só para evitar o juízo[4]”. Ainda no aspecto ético-filosófico, Wayne Grudem nos lembra que Pedro não diz que Jesus pregou aos espíritos em geral, mas só aos que “noutro tempo foram desobedientes [...] enquanto se prepara a arca[5]”. E se Cristo ofereceu uma segunda oportunidade de salvação, porque só a esses pecadores da época de Noé e não a todos[6]?

[1] - Citado por Henry Virkler em Hermenêutica Avançada, p. 45.
[2] - Norman Geisler enumera em seu livro Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e contradições da Bíblia, os principais erros de categoria cometidos pelos críticos da Bíblia. Abordamos a número 6 que diz: basear um ensino em uma passagem obscura. Lista completa, p.18-32.
[3] - Sistema teológico e filosófico que afirma (baseado mais na intuição humano do que na doutrina bíblica), que todos os homens serão salvos. Na pior das hipóteses o inferno que existe é apenas um período passageiro, uma espécie de purgatório. Mais detalhes em Enciclopédia de apologética (Norman Geisler). p.847-852
[4] - Citado no livro de Lee Strobel, Em defesa da fé, p.256.
[5] - Isto fala de um publico bastante limitado (I Pe. 3.20) – rebeldes [...] da época de Noé. Portanto qualquer teoria que se baseie em I Ped. 3.19 deve levar em alta consideração este contexto maior, que declara de maneira muito clara que Jesus pregou aos “espíritos em prisão” que se rebelaram enquanto se preparava a arca. Perceba que o texto não indicou o que vem a ser estes “espíritos em prisão”.
[6] - Conforme argumentação de Wayne Grudem em Teologia Sistemática, p. 492.


I Pe 3.19 - Jesus desceu ao inferno? (Parte 2) / Daniel Grubba

Segunda teoria: Libertar os santos piedosos do AT

Para o teólogo escocês e judeu, Myer Pearlman, a passagem de I Pe 3.19 testifica que Jesus desceu ao inferno em algum momento entre sua morte e ressurreição. Mas Jesus desceu ao inferno para fazer o que exatamente?

Em primeiro lugar, Pearlman credita esta passagem como um cumprimento de profecias, ou seja, Jesus estava apenas cumprindo profecias do AT (Salmo 16.10 e 49.15). Em segundo, Pearlman, afirma que Jesus após sua morte, desceu ao coração da terra (Mt 12.40; Lc 23.42,43) para libertar os santos do Antigo Testamento, levando-os consigo para o paraíso celestial. Ele mesmo explica dizendo que “essa descrição parece indicar que houve uma mudança nesse mundo dos espíritos e que o lugar ocupado pelos justos que aguardam a ressurreição foi traslado para as regiões celestiais[1]”.

A implicação obvia de acordo com esta proposta de Pearlman é que “desde este acontecimento os espíritos dos justos sobem para o céu [2]”. Bom, se os espíritos dos santos do AT subiram para o céu a partir deste momento especial, a conclusão lógica, é que antes de Cristo, os fieis iam para o inferno e que estavam presos por lá até Cristo chegar. Mas onde exatamente, encontramos na bíblia idéia de que os santos do AT foram para o inferno após a morte [3]? Vejamos algumas considerações:

Em primeiro lugar, devemos lembrar que o contexto maior de Pedro, não especifica crentes no Antigo Testamento em geral, mas só os que foram desobedientes “nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca (I Pe 3.20). Em segundo lugar, o texto não diz que Cristo pregou aos que eram crentes ou fieis a Deus, mas os que “noutro tempo foram desobedientes” – a ênfase está na desobediência deles [4]. Em terceiro, o “seio de Abraão” (Lc. 16.23), provavelmente não é uma descrição do inferno e sim do céu, uma vez que o lugar para onde Abraão foi é chamado por Jesus de reino dos céus (Mt. 8.11). Em quarto, a Bíblia registra em muitas passagens que a alma dos santos do AT após morrerem vão diretamente para o céu [5], porque seus pecados foram perdoados pela confiança no Messias que viria (Gn 5.24; 2Sm 12.23; Sl 16.11; 17.15; 23.6; Ec. 12.7; Mt 22.32-32; Lc 16.22; Rm 4.1-8; Hb 11.5).

Ainda que esta posição seja melhor que a primeira (segunda chance para os penitentes), e a também a mais popular [6], estas considerações enumeradas acima, mostram muitos pontos fracos, o que nos leva desconsiderá-la como uma interpretação válida.

[1] - Myer Pearlman, Conhecendo as doutrina da Bíblia, p. 375.
[2] - Idem, p. 375.
[3] - De acordo com os partidários desta posição havia dois compartimentos no inferno, uma para os salvos e outro para os perdidos. Esta proposta esta baseada principalmente em Lc. 16.19-31 que fala sobre o local dos mortos (em hb. Sheol e gg. Hades, ambos vocábulos significam sepultura). A parábola do Rico e Lazaro fala que os dois morreram. O primeiro foi para o Inferno e o segundo para o Seio de Abraão. Myer Pearlman conclui a partir daí que havia duas divisões no Sheol, um lugar de sofrimento e outro lugar de descanso. Até mesmo a morada dos santos mortos, não era o céu propriamente dito, mas estava situado nas regiões inferiores.
[4] - Wayne Grudem, Teologia Sistemática, p. 493.
[5] - De uma maneira curiosa Myer Pearlman confirma esta idéia, o que obviamente contradiz o que ele quer comprovar. Myer afirma que “havia pessoas verdadeiramente justificadas antes da obra expiatória de Cristo” - (Abraão – Rm.4.23; Moises – Lc.9.30-31; Enoque e Elias ambos arrebatados para o céu). – Myer Pearlman, Conhecendo as doutrinas da Bíblia, p. 197.
[6] - O pastor e apologista da doutrina pentecostal, Marco Feliciano, considerado como “o pregador do povo”, popularizou esta posição em sua pregação intitulada “A agonia da cruz”, pregado na Igreja Assembléia de Deus (dez/2004). De uma maneira bastante eloqüente e poética, o pregador leva o público a meditar no momento em que Cristo desceu ao inferno e quebrou as cadeias dos santos do AT que estavam aprisionados.


I Pe 3.19 - Jesus desceu ao inferno? (Parte 3) / Daniel Grubba

Terceira teoria: Proclamar vitória aos poderes das trevas

Uma terceira posição, é a de que Jesus, entre sua morte e ressurreição foi a inferno. Porém, a diferença é que esta suposta viagem metafísica não foi planejada com a intenção de oferecer segunda chance aos penitentes, tampouco libertar santos do AT, mas apenas para proclamar uma mensagem de vitória aos poderes do maligno. Esta teoria é tão popular quanto a anterior (libertar santos do AT).

Para Norman Geisler e Ron Rhodes, os espíritos em prisão “eram seres não salvos, devem ter sido anjos ao invés de seres humanos [1]”. Robert H. Gundry (Ph.D. em Estudos do Novo Testamento pela Manchester University) diz que “a pregação de Cristo aos espíritos em prisão mui provavelmente significa que Cristo desceu seu espírito ao hades, a fim de proclamar Seu triunfo sobre os espíritos demoníacos que ali haviam sido acorrentados por Deus [2]”. Roger Stronstad, editor do Comentário Bíblico Pentecostal, afirma que Jesus em virtude de sua morte, foi até os anjos aprisionados e anunciou sua vitória sobre a morte e as conseqüências de seu triunfo, isto é de que julgamento já estava selado [3].

Esta posição está fundamentalmente baseada em uma análise léxico-sintática de I Pe 3.19. Como já vimos este versículo diz que Cristo “foi e pregou aos espíritos em prisão” (NVI). E o que chama a atenção dos estudiosos desta sentença é o verbo pregar. A análise revela que Pedro usa propositalmente a expressão original grega kerussõ (khru,sow) que significa: “ser arauto”, ou em geral, “proclamar” [4]. Este termo é diferente de outra expressão grega euangelizõ (euvaggeli,zw), que significa pregar ou evangelizar (no sentido de dar oportunidade de escolha), que quase sempre é usado acerca das “boas novas” relativas ao Filho de Deus, conforme são proclamadas no Evangelho [5].

Neste contexto a melhor tradução bíblica em português de I Pe 3.19 é a KJA [6] que diz: “no qual igualmente foi e proclamou aos espíritos em prisão”.

Tomar as chaves da morte, inferno e Satanás.

É muito comum ouvirmos em pregações, principalmente quando o tema é batalha espiritual, uma expressão que diz: “Satanás é tão pobre que nem a chave de sua casa (inferno) ele tem mais”. Esta expressão popular [7] está intimamente associada com a idéia da ida de Cristo ao inferno. Muitos entendem que Jesus em sua rápida passagem pelo inferno proclamou a vitória da redenção, e de quebra tomou das mãos de Satanás as chaves do inferno e da morte.

Devemos mais uma vez rejeitar esta posição alegórica, pois o texto de I Pe 3.19 não diz isto claramente. E os versículos que tratam das chaves da morte e do inferno, nenhum, absolutamente, associa estas chaves como pertencentes a Satanás. “Somente o Senhor possui as chaves da morte e do inferno. Ninguém mais!” [8] Esta soberania está explicita em textos como Mt. 16.19, que diz que a chaves do reino dos céus foi entregue por Jesus aos apóstolos. E também em Ap. 1.18, texto em que o próprio Jesus declara que as chaves da morte e do hades (NVI) pertencem a ele. Em nenhum momento Jesus diz foi ao inferno (ou até mesmo a bíblia), e precisou roubar as chaves das mãos de Satanás, uma vez que este ser angelical nunca as teve em suas mãos [9].

Proclamar vitória aos anjos caídos

Segundo os expoentes desta teoria, a pregação aos espíritos, não é às “boas novas” propriamente dita, mas o ato de Jesus proclamar Sua vitória aos espíritos dos anjos caídos [10]. Com isso, eles querem dizer, que os “espíritos em prisão que há muito desobedeceram [...] enquanto a arca era construída” (NVI) são os filhos de Deus de Gn.6.2. Declara-se que os “filhos de Deus” eram anjos caídos, assim como em Jó 1.6 e 2.1 que (segundo se declara) abandonaram seu estado propriamente dito (espiritual) e se casaram com mulheres nos tempos de Noé [11] (Gn 6.1-4). Portanto, sugerem que Cristo foi proclamar vitória a estes anjos caídos da época de Noé [12].

Sobre isto devemos dizer esta idéia está mais baseada em mitos da literatura apócrifa apocalíptica judaica [13] do que na Bíblia, pois em Mt 22.30, Jesus diz que anjos não se casam. Um outro ponto fraco desta interpretação é que o contexto maior de I Pe 3 destaca pessoas hostis (I Pe 3.14,16) e não demônios, ou anjos caídos. E mesmo que o texto indicasse que eram demônios, exatamente de onde os leitores de Pedro encontrariam a idéia de que os anjos pecaram “enquanto se preparava a arca (I Pe 3.20)? Não há nada disso na história a respeito da construção da arca em Gênesis [14].

De fato, como acabamos de ver, estas interpretações propostas são bem interessantes, mas algumas contradições irreparáveis as prejudicam. Wayne Grudem após analisar esta tese (proclamar vitória aos poderes das trevas) conclui:

Os leitores de Pedro teriam de se submeter a um processo de raciocínio incrivelmente complicado para chegar a essa conclusão, já que Pedro não ensina isso de modo explicito. [15]

[1] - Norman Geisler e Ron Rhodes, Resposta às seitas, p. 411.
[2] - Robert H. Gundry, Panorama do Novo Testamento, p. 394.
[3] - Roger Stronstad comentando I Pe 3.19 no Comentário Bíblico Pentecostal, p. 1718.
[4] - De acordo com o Dicionário VINE, p. 891. Ele diz que o verbo ekeryxen significa; proclamar uma mensagem, da parte de um rei ou potentado. (Ver também; Gleason Archer, em Enciclopédia de temas bíblicos, p. 356).
[5] - Dicionário VINE, p.891.
[6] - A nota textual de rodapé da KJA (King James Atualizada) explica que este tipo de pregação foi uma proclamação vitoriosa realizada por Jesus sobre o inimigo e toda a malignidade do universo (2 Pe 2.4-5; Cl 2.15).
[7] - O grupo musical de louvor, Diante do trono ajudou a popularizar esta posição através da música “A vitória da Cruz”, composta por Ana Paula Valadão Bessa e gravada ao vivo no Parque da Gameleira (BH) em Jul/2000. A estrofe mais significativa para nosso trabalho diz: “O Leão de Judá pisou bem forte e os esmagou, Tomou as chaves das mãos do diabo, Abriu minas cadeias e me resgatou”. De fato é uma linda poesia inspirada, resta-nos saber se é biblicamente correta.
[8] - Franklin Ferreira & Alan Myatt, Teologia Sistemática, uma analise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual, p. 620. Citação tirada pelos autores do livro de Heber Carlos de Campos, “Descenti ad Inferna”, p.126-127.
[9] - É importante observar que o conceito de chaves em Ap. 1.18 está associado ao controle absoluto de Deus sobre a vida e sobre a morte. Outros textos corroboram com intensidade este conceito (Dt. 32.39; I Sm 2.6; Jo 5.21).
[10] - Dicionário VINE, p. 892.
[11] - Outras explicações menos lendárias devem ser analisadas e preferidas. Em outros contextos “filhos de Deus” muitas vezes se referem a seres humanos, embora em contextos diferentes (Dt. 14.1; 32.5; Sl 73.15; Is 43.6; Lc 3.38; IJo 3.1). Uma possibilidade válida é que “filhos de Deus” se refere a homens piedosos, descendentes de Sete e “filhas dos homens” se refere a mulheres pecaminosas da linhagem ímpia de Caim. Mais detalhes em Nota Textual de Gn 6.2, da Bíblia de Estudo NVI, p. 15.
[12] - É assim que interpreta o texto David H. Stern. Ele diz: Os espíritos aprisionados são os anjos que pecaram (2 ped 2:4) e não mantiveram sua autoridade originaria (judas 6). Isto é, eles são “filhos de Deus ou filhos dos anjos), também chamados nefilim (caídos), que caíram de sua própria esfera, o céu para a terra, e “vendo (...) que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres” nos dias de Noach (Gênesis 6:2-4). Mais detalhes em Comentário Judaico do Novo Testamento, p. 820-821.
[13] - O livro apócrifo de I Enoque ( datado de 165 a.C. a 90 d.C.) defende a idéia mostra como os anos caídos coabitaram com as filhas dos homens que geraram uma raça monstruosa de gigantes (I Enoque 7.1;15.1;86.1). Segundos o relato (15.1), esses gigantes forma destruídos pelo Dilúvio, mas seus epíritos foram deixados soltos como demônios para corromper todo gênero humano. (David, S. Russel, Entre o AT e o NT, p.103.).
[14] - Wayne Grudem, Teologia Sistemática, p. 493.
[15] - Idem, p. 493.



Jesus realmente desceu ao inferno?

Colocamos em pauta as três principais soluções apresentadas pelos estudiosos para o problemático texto de I Pe 3.19. São propostas diferentes, porem ambas as argumentações concordam que Jesus desceu ao inferno depois de morrer. Abordamos cada uma delas e verificamos as incoerências. Mas há um problema que todas têm que enfrentar. É que a origem da frase “desceu ao inferno” não aparece em nenhum lugar da Bíblia. Mas de onde exatamente surgiu esta idéia?

O Credo Apostólico

A primeira ocorrência da expressão “desceu ao inferno” está no Credo Apostólico, que tem a expressão latina “descendit ad inferna” (desceu aos infernos/hades) e a outra se encontra no Credo de Atanásio, com a expressão latina “descendit ad inferos” (desceu às regiões inferiores). O texto final do Credo Apostólico faz uma bela declaração de fé:

Creio em Deus, o Pai onipotente, Criador do Céu e da Terra. E em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, o qual foi concebido do Espírito Santo, nascei da Virgem Maria, padeceu sob Poncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos, no terceiro dia ressussitou dos mortos, subiu aos céus, este sentado a destra de Deus, o Pai onipotente, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Sobre o desenvolvimento histórico do Credo Apostólico, Wayne Grudem diz que “foi surpreendente descobrir que a frase desceu ao inferno não se encontrava em nenhuma das versões primitivas do credo até que ela apareceu um uma versão de Rufino em 390 d.C., o único a incluí-la antes de 650 d.C”. Já que não é uma doutrina bíblica, Heber Campos afirma que devemos rejeitar as várias idéias relacionadas como a “decida literal de Jesus ao hades”.

Interpretação mais equilibrada

Ao rejeitarmos as idéias apresentadas anteriormente, somos forçados automaticamente a sugerir alguma outra interpretação mais coerente, porém com os mesmos critérios de avaliação. Vamos propor, na verdade, duas interpretações diferentes, mas que não são contraditórias entre si, pois entendemos que ambas podem ser usadas como propostas válidas e mais confiáveis biblicamente falando.

Interpretação reformada

O entendimento dos teólogos reformados com respeito a eventual descida de Jesus ao hades é bem diferente da de muitos cristãos, principalmente dos estudiosos citados neste trabalho. Esta interpretação está na verdade baseada na proposta do reformador de Genebra, João Calvino (1509-1564). Ele sustentou que “a descida ao hades foi a experiência das dores do inferno na alma de Jesus, enquanto seu corpo estava ainda pendurado na cruz, especialmente a experiência da ira divina contra o pecado, que ele suportou no lugar dos seres humanos”. Para Calvino, a alma de Cristo tinha de sentir todos os efeitos do juízo pois se alma dele não tivesse sido afetada pelo castigo, seria somente salvação de corpos. Erwin Lutzer corrobora com esta idéia, principalmente quando se analisa com profundidade o significado do brado de Cristo, enquanto pendurado na cruz em meio às trevas (Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? (Mt 27.46). Ele diz:

Jesus certamente suportou o sofrimento do inferno, pois o inferno é escuridão, é desamparo, é ser abandonado por Deus, e se foi assim, o horror do que ele experimentou está além de nossa compreensão.

Heber Carlos de Campos, escritor reformado, conclui dizendo que “Jesus nunca desceu ao hades de literal e espacialmente, mas experimentou intensivamente todas as coisas que o hades representa”.

Interpretação analógica

A explicação da interpretação tipológica não chega a contradizer a interpretação reformada, mas dá ao texto I Pe 3.19-20 um enfoque diferente, todavia ambos concordam que Cristo não desceu ao inferno literalmente. Segundo Wayne Grudem, esta explicação é a mais satisfatória de I Pe 3.19-20 e remonta Agostinho que já dizia: a passagem não se refere a algo que Cristo fez entre sua morte e ressurreição, mas ao que “fez no âmbito espiritual da existência” (ou pelo Espírito) nos dias de Noé. Isto quer dizer que quando Noé estava construindo a arca, Cristo, “em espírito” estava pregando por meio de Noé aos incrédulos hostis em torno dele.

Esta concepção, não é tão popular, mas é digna de alta consideração. Não é tão mitologia quanto as anteriores (exceto a interpretação reformada), não se baseia em doutrinas humanas (Credo Apostólico) e tem apoio bíblico considerável. Por exemplo, em I Pe 1.11, ele diz que o “Espírito de Cristo” falava por intermédio dos profetas do Antigo Testamento. Em 2 Pe 2.5, ele chama Noé de “pregador da justiça”, empregando o substantivo keryx que vem da mesma raiz do verbo pregar de I Pe 3.19. Tudo isso nos leva a concluir que Cristo “pregou aos espíritos em prisão” por intermédio de Noé nos dias anteriores ao dilúvio. Esta idéia levanta um problema, pois eruditos em grego, afirmam que a Bíblia nunca usa “espírito” em referencia aos humanos. Como responder a isto?

As pessoas a quem Cristo pregou por meio de Noé eram incrédulos sobre a terra na época de Noé, mas Pedro os chama “espírito em prisão” porque estão agora na prisão no inferno (A NASB diz que Cristo pregou “aos espíritos agora em prisão) [...] Assim, Cristo pregou aos espíritos em prisão significa: cristo pregou as pessoas que são agora espírito em prisão, quando ainda eram pessoas sobre a terra.

Um outro conjunto de versículos em Pedro apóia está interpretação, de acordo com o contexto maior de I Pe 1.13-22. Neste contexto geral, Pedro parece fazer uma analogia interessante entre a situação de Noé e a situação de seus leitores. O confronto entre estas épocas distintas revela que ambos faziam parte de minoria justa, rodeados por incrédulos hostis, aguardavam o iminente juízo de Deus (I Pe 4.5-7; II Pe 3.10), deviam pregar com ousadia (I Pe 3.14, 16-17; 3.15; 4.11) e eram salvos ou seriam salvos (I Pe 3.13-14; 4.13; 5.10).

Conclusão

A pergunta que não quer calar agora pode ser respondida. Jesus desceu ao inferno? A resposta é não. Verificamos que há muitos problemas em adotar esta concepção e o testemunho do restante da bíblia não o apóia definitivamente. Como afirma Wayne Grudem, é no mínimo confusa e, na maior parte dos casos, enganosa para os cristãos de hoje.


Autor: Daniel Grubba
Extraído na íntegra com autorização:
Blog: Soli Deo Gloria




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A Natureza Manifestando a Glória de Deus

Escrituras Sagradas - (Parte 1/3) (Quram Manuscrito do Mar Morto)

Escrituras Sagradas - (Parte 2/3) (Quram Manuscrito do Mar Morto)

Escrituras Sagradas - (Parte 3/3) (Quram Manuscrito do Mar Morto)

Homem Flutuando Lê o Jornal Sobre as Águas do Mar Morto

Visões Panorâmica da Terra Santa

Imagens do Mar da Galiléia

Imagens da Cidade de Jerusalém

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Qual Foi a Primeira Profecia Messiânica na Bíblia e Quem Profetizou ?

14:24
E em Gênesis 3:15, começa essa promessa da renovação através do Renovo, que permeia toda a Bíblia. Nesse versículo, temos a primeira profecia Messiânica Bíblica. Ali aconteceu a criação de algo que, ironicamente, é inerente desse contexto de mundo de pecado. Foi criada a esperança, um remédio provisório para que não padeçamos, e foi o próprio Deus quem à profetizou:

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gn 3:15) (ARA)
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O Que Aconteceu Em Antioquia da Síria ?

12:51
Biblicamente, são duas as Antioquias: a da Síria e a da Pisídia. Interessa-nos aqui a primeira, situada próxima à costa do Mediterrâneo no que é hoje o sudeste da Turquia, nas margens do rio Orontes.

Antioquia da Síria foi fundada por volta de 300 a.C., por Seleuco I, que a fez sua capital. É nesta situação política, de sede dos seleucidas, que é muito citada no Livro apócrifo dos Macabeus, aquando das revoltas contra o poder ai sediado. Um dos chefes dessa revolta hebreia contra o poder helenizador, Judas Macabeu, foi levado preso para Antioquia.

Em 64 a.C. os romanos apoderaram-se da região, transformando-a na sua província da Síria, continuando Antioquia a ser a capital administrativa.
Grande metrópole da antiguidade, na época da vida de Jesus, teria cerca de meio milhão de habitantes. Seria a terceira cidade do império, depois de Roma e de Alexandria.

A comunidade judaica da cidade era bastante numerosa no século I d.C., o que explica, em certa medida, o rápido peso que o Cristianismo ai criou. Era também muito importante o grupo de não judeus simpatizantes com o pensamento e religião judaica. Entre estes dois grupos encontrou a primitiva comunidade de seguidores de Cristo a sua base de apoio e de expansão.

O nome desta cidade vem, simplesmente do nome do Antíoco, nome de seis dos monarcas seleucidas que governaram a região depois da morte de Alexandre. Trata-se de um fenómeno onomástico igual ao encontrado para o nome das várias Alexandrias com que Alexandre foi perpetuando o seu nome.

Também conhecida como Antioquia de Orontes, devido ao nome do rio que corta suas terras, esta cidade foi um dos principais refúgios dos cristãos durante as primeiras perseguições contra a igreja, logo após que Estevão foi martirizado. A população de Antioquia era composta de muitos povos, incluindo gregos e judeus. Pedro batizou gentios em Cesaréia (At 10:47-48), mas o primeiro esforço sustentado para trazer não-judeus ao cristianismo teve lugar em Antioquia.

Tudo leva a crer que, aquando da perseguição lançada em Jerusalém em 36/37 d.C., na qual foi morreu Estêvão (o primeiro mártir cristão), alguns cristãos tenham seguido para Antioquia. A pregação nesta grande metrópole não se circunscreveu aos judeus, mas já também a todos os “tementes a Deus” (não seriam apenas os filo-judeus, mas também todos os crentes de outras religiões monoteístas que multiplicavam pela cidade e que se encontravam despertos para uma mensagem como a cristã, nomeadamente neo-platónicos, mitraistas – da religião de Mitra - e isíacos – seguidores de Isis) (At 11:19-30).

Antioquia foi o lugar onde os Cristãos começaram fazer esforços para extender o evangelho a não-judeus . Barnabé trouxe Paulo de Tarso para Antioquia para se juntar ao ministério da congregação (At 11.25-26). Paulo e Barnabé também levaram a contribuição de Antioquia para Jerusalém, onde havia um perigo de fome e não sabiam eles que prestariam um grande serviço para a obra missionária.

É nesta cidade que pela primeira vez os seguidores de Cristos foram chamados de “cristãos” (At 11:26). No fundo, como religião, é nesta metrópole helenista que o Cristianismo tem a sua Cédula de Nascimento.

“tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (At 11:26) (ARA)
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Jesus Foi Apresentado no Templo ao Oitavo Dia ?

16:14
Não foi no oitavo dia que Jesus foi apresentado no templo, e sim circuncidado ao oitavo dia e lhe dado o nome de Jesus, observe:

“Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido.” (Lc 2:21) (ARA).

Na lei de Moisés em Levítico diz:

“Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; como nos dias da sua menstruação, será imunda. E, no oitavo dia, se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio.” (Lv 13:2-3) (ARA).

Ele só foi apresentado no templo após purificação de sua mãe, segundo a lei de Moisés, observe:

“Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito ao Senhor será consagrado; e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.” (Lc 2:22-24) (ARA).

Na lei de Moisés em Levítico diz:

“Depois, ficará ela trinta e três dias a purificar-se do seu sangue; nenhuma coisa santa tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rola, por oferta pelo pecado, à porta da tenda da congregação; o sacerdote o oferecerá perante o SENHOR e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina.” (Lv 12:4,6 e 7) (ARA).

Então, quando Jesus foi apresentado no templo?

Segundo a lei de Moisés, registrado em (Levítico 12:1-8) (ARA), diz:

“Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; como nos dias da sua menstruação, será imunda. E, no oitavo dia, se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. Depois, ficará ela trinta e três dias a purificar-se do seu sangue; nenhuma coisa santa tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. Mas, se tiver uma menina, será imunda duas semanas, como na sua menstruação; depois, ficará sessenta e seis dias a purificar-se do seu sangue. E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rola, por oferta pelo pecado, à porta da tenda da congregação; o sacerdote o oferecerá perante o SENHOR e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina. Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará, então, duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado; assim, o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa.”

Somando (8) oito dias para circuncidar e mais (33) trinta e três de purificação da mulher, da um total de (41) quarenta e um dias. Então Jesus foi apresentado no templo após (41) quarenta e um dias.
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Monte Moriá ou terra de Moriá ?

14:51
Localizado a leste de Sião, o Monte Moriá tem uma altitude média de 800 metros ao nível do Mediterrâneo. De forma alongada, sua parte mais baixa era conhecida como Ofel. No tempo de Abraão, Moriá não designava propria­mente um monte, mas uma região.

“Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.” (Gn 22:2) (ARA)

Observe o que a Bíblia diz: “...e vai-te à terra de Moriá; ...sobre um dos montes, que eu te mostrarei.”

Moriá é sinônimo de sacrifício e abnegação. Nesse monte, o patriarca Abraão passou a maior prova de sua carreira espiritual. Premido pelo Todo-poderoso, prepara­va-se para sacrificar seu filho, seu único filho Isaque, quando ouviu este brado: "Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho." (Gn 22.11,12) (ARA). Continua a narrativa: "Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho." (Gn 22.13) (ARA).

Mil anos após a era patriarcal, Salomão construiu o Templo nessa elevação. A Casa do Senhor, entretanto, foi destruída por Nabucodonozor, em 587 a.C. Reconstruída no tempo de Esdras e Neemias, foi novamente destruída pelo general Tito, no ano 70 de nossa era. Atualmente, sobre esse monte, encontra-se a Mesquita de Omar ou Domo da Rocha, um dos lugares mais sagrados para os muçulmanos.


O que significa Moriá? O professor Zev Vilnay, citado por Enéas Tognini, explica: "Os sábios de Israel pergunta­ram: - 'Por que este monte se chama Moriá?' - Porque vem da palavra 'Mora', que, em hebraico, significa temor. Desta montanha o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de 'ora', que quer dizer luz, pois quando o Todo-poderoso ordenou: 'Haja luz', foi do Moriá que pela primeira vez brilhou a luz sobre a humanidade."

Hoje, Moriá poderia ser chamado "Montanha das Lá­grimas". Do Templo, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram seu exílio e suas amargu­ras. O Muro das Lamentações é o último resquício da gló­ria passada de Israel.

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O Profeta Elias Subiu ao Céu Num Carro de Fogo ?

16:01

Sempre ouvimos falar que Elias subiu em um carro de fogo ao céu, não foi bem assim, olhe o que a Bíblia diz:

“Sucedeu que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu.” (II Rs 2:1) (ARA)

“E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (II RS 2:11) (ARA)

Observe que o carro de fogo só separou o Profeta Eliseu do Profeta Elias; e o Profeta Elias subiu ao céu em um redemoinho.
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Estevão Viu os Céus Abertos Enquanto Estava Sendo Morto a Pedradas ?

15:18
Estevão, foi elegido como diácono, para servir a mesa, “E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé. E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.” (At 6:5-8) (ARA)

Observe que Estevão estava sendo interrogado no Sinédrio, quando viu os céus abertos:

“Então todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.”(At 6:15) (ARA)

“E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus. E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus. Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.” (At 7:54-60) (ARA)

Observe que Estevão já tinha visto o céus abertos, no Sinédrio, depois o conduziram para fora da cidade e ali o apedrejaram, e Estevão enquando era apedrejado, oravam por eles e assim morreu. (At 7:58-60). O interessante é que Saulo, depois Paulo estava presente na morte de Estevão. (At 7:58; 8:1; 22:20)
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Como Morreu Judas Iscariotes ?

21:28
Sempre ouvimos falar que Judas Iscariotes foi e se enforcou; que está correto, mais a Palavra do Senhor, a Bíblia diz algo mais sobre a sua morte, que foi terrível observe.

Lc 22:3 “Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze.”

Mt 27:3 “Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos,”

Mt 27:5 “E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.”

At 1:18 e 19 “Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniqüidade; e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. E foi notório a todos os que habitam em Jerusalém; de maneira que na sua própria língua esse campo se chama Aceldama, isto é, Campo de Sangue.” (ARA)
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A Primeira Chuva Foi o Dilúvio ?

21:06
Você sabia que nunca havia chovido na terra até o dilúvio? O dilúvio foi a primeira chuva que caiu sobre a face da terra, até então a terra era regada pelo orvalho ou vapor.

“ Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo. Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo.” Gênesis 2:5-6. (ARA)
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Para Que Servia as Pedras de Mós ?

12:49

Deuteronômio 24: 6 – “Não se tomarão em penhor as mós ambas, nem mesmo a mó de cima, pois se penhoraria assim a vida”. (ARC)

Na Palestina e países vizinhos, o moinho era uma máquina simples, porém indispensável. Era formada por duas pedras redondas sobrepostas, geralmente feitas de basalto. A pedra inferior era ligeiramente convexa e armada com um pino no centro, que servia de eixo para que a pedra de cima girasse sobre ela. A pedra que ficava em cima era côncava pelo lado de baixo, formando uma caixa com a pedra inferior e tinha uma abertura circular no centro, por onde se despejavam os grãos e onde entrava o pino da pedra inferior. Perto da circunferência existia uma manivela de madeira que servia para faze-la girar com a mão. A farinha saía pela circunferência da pedra inferior e era recolhida por uma vasilha apropriada. Com a farinha se podia fazer pães e bolos, que eram alimentos básicos das famílias. Todo lar na Palestina possuía o seu próprio moinho e o seu sustento dependia diretamente dele, por isso as pedras de mós não poderiam ser penhoradas em hipótese alguma, pois esta atitude colocaria em risco a própria vida daquela família. Nem ainda a mó de cima poderia ser penhorada, pois o moinho só funcionava com as duas pedras juntas, e na falta de uma delas não havia a produção da farinha e do alimento.

PENHORAR = Dar em garantia
PENHORA = Execução judicial do penho

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