Quem Matou o Gigante Golias, Davi ou Elanã ?
17:35
1 Samuel 17:50 diz que foi Davi que matou Golias, e 2 Samuel 21:19 diz que foi Elanã quem o matou. Então quem o matou?
Em (1 Samuel 17:50-51), registra a dramática história de como Davi, filho de Jessé, matou o gigante Golias. Davi é descrito como aquele que cortou a cabeça de Golias, depois de tê-lo atingido com uma pedra de sua funda. Entretanto, de acordo com (2 Samuel 21:19), foi Elanã, filho de Jaaré-Oregim, quem matou Golias, o geteu. Por que uma passagem credita a Davi a morte de Golias e a outra, a Elanã?
A passagem de (2 Samuel 21:19), que diz: "Elanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, feriu Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo do tecelão", apresenta obviamente um erro de copista. Isso é reforçado pelo fato de que há uma passagem paralela em (1 Crônicas 20:5), que diz: "Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo de tecelão". A falha ocorrida na passagem de (2 Samuel 21:19) pode ser delineada admitindo-se a confusão feita por um copista com as palavras e letras hebraicas que, quando combinadas de certa maneira, deram a redação encontrada em 2 Samuel. [1]
GRANDES PELEJAS CONTRA OS FILISTEUS (2Sm 21.15-22). Não se registra a altura em que se deram estes acontecimentos. É possível que a descrição tenha sido copiada de algum registro oficial de grandes e heróicos feitos; a fonte semelhante se deriva também a passagem de (2Sm 23.8-39). Todos estes feitos se dirigem contra os filhos ou progênie (Heb. yaldhe) do gigante (Heb. ha-Raphah) (16,18,20,22). A palavra Rapha (Haraphah com artigo) pode ser o nome próprio de uma raça de gigantes chamada dos refains (cf. Gn 14.5; Gn 15.20; 2Sm 5.18). Os filhos que aqui se mencionam são diferentes dos nefilim ou "gigantes" (Gn 6.4; Nm 13.33), e dos filhos de Enaque (Nm 13.28,33; Dt 9.2; Js 15.13-14) para cuja referência se usa a palavra nefilim. É provável que no versículo 17 a versão correta seja: "e ele (Davi) feriu o filisteu e o matou", versão que se harmoniza com o versículo 22. Desse momento em diante o povo recusou-se a consentir que Davi tornasse a arriscar a vida, pois que esta era, para eles, como a lâmpada de Israel (17). Elanã, filho de Jaaré-Oregim... (19). Certa versão acrescenta "O irmão de", expressão que antepõe ao nome de Golias a fim de fazer coincidir a descrição com a de (1Cr 20.5); mas a inserção não é apoiada por nenhuma das versões antigas. Em (1Cr 20.5), o texto é: "e Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias o geteu". Levanta-se, pois, a importante questão sobre qual dos textos estará correto-o de Samuel ou o de Crônicas. Os comentadores liberais mantêm que não é histórico o episódio relatado em (1Sm 17), segundo o qual Davi mata o gigante Golias. Baseiam a sua afirmação em (2Sm 21.19) que atribui a morte de Golias a Elanã. Como réplica, asseveram alguns terem existido dois Golias; o fato é improvável se bem que, por estranho que pareça, houvesse dois Elanãs, ambos de Belém (cf. 2Sm 23.24). Da mesma maneira poderia haver dois Golias de Gate, um morto por Davi e outro por Elanã. Trata-se, contudo, de uma explicação pouco satisfatória. Não há, na verdade, dúvida de que a descrição de (1Cr 20.5) é exata e de que Elanã matou Lami, irmão de Golias. Em (2Sm 21.19) há dois erros evidentes, dois erros de copista. O versículo termina com a palavra oregim, isto é, "tecelãos". No hebraico a palavra é "órgão de tecelãos" (pl.) não "órgão de tecelão". Ora, a palavra oregim aparece no meio do verso no nome Jaaré-Oregim. O nome Jair de (1Cr 20.5) é sem dúvida preferível a Jaaré. O copista teria visto oregim no fim do versículo e escrevê-lo-ia depois do nome de Jair. Depois transpôs as letras hebraicas de Jair, que ficou Jaaré-concordância pedida pelas leis, da gramática hebraica. Por outro lado, no texto hebraico da passagem de Samuel, as palavras "belemita" e "Golias" aparecem juntas (beth halachmi’eth golyath hagitti) e assemelham-se muito de perto às palavras de Crônicas "Lami, irmão de Golias" (’ eth lachmi ‘achi golyath hagitti). Os especialistas concordam que um dos textos é uma deturpação do outro mas hesitam em decidir-se por um. O fato de ter o copista errado em Jaaré-Oregim mostra estar a deturpação em (2Sm 21.19) e não constituir (1Cr 20.5) uma tentativa para desfazer a suposta discrepância entre (2Sm 21.19) e (1Sm 17) onde se relata a morte de Golias por Davi.
Certo comentador faz uma longa exposição, com a qual pretende justificar a seguinte tradução de (2Sm 21.19): "Elanã, filho de Jessé, o belemita, feriu Golias...". Segundo uma velha tradição judaica, preservada no Targum e aceita por S. Jerônimo, Elanã era outro nome para Davi. Infelizmente não existem provas de que assim fosse. A aceitação do texto hebraico de (1Cr 20.5) como sendo o correto, tende a destruir a interpretação dos comentadores que vêem afirmações contraditórias em (1Sm 17) quanto à parte tomada por Davi.
A MORTE DE CAMPEÕES FILISTEUS (1Cr 20.4-8). Ver (2Sm 21.18-22). Gezer (4); "Gobe" em (2Sm 21.18). Sipai (4); "Safe" em (2Sm 21.18). E Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias, o geteu (5). Em (2Sm 21.19), lemos: "E Elanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, feriu Golias, o geteu".
O crítico extremista considera axiomático que Samuel tem razão e que, portanto, a história de (1Sm 17) não passa de uma tradição sem valor. Este versículo é, portanto, posto de parte como uma tentativa do cronista de se libertar de uma discrepância. Para uma análise pormenorizada, ver a nota referente a (2Sm 21.19). Não há motivo adequado para não aceitar a afirmação de Crônicas. [2]
FONTES:
[1] - Enciclopédia Manual Popular. Enigmas e “Contradições da Bíblia” – Norman Geisler – Thomas Howe – Ed. Mundo Cristão
[2] - Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
Profecias Messiânicas e Seus Cumprimentos
13:55
PROFECIAS | ASSUNTO | CUMPRIMENTO |
Gn 3.15 | Descendente da mulher | Gl 4.4; Lc 2.7 |
Gn 12.3; 18.18 | Semente de Abraão, Prometida | At 3.25; Mt 1.1; Lc 3.34 |
Gn 17.19 | Semente de Isaque, Prometida | Mt 1.2; Lc 3.34 |
Nm 24.17 | Semente de Jacó, Prometida | Lc 3.34; Mt 1.2 |
Gn 49.10 | Descendente da Tribo de Judá | Lc 3.33; Mt 1.2,3 |
Is 9.7; 11.1-5; | O Herdeiro do Trono de Davi | Mt 1.1,6; 2 Sm 7.13 |
Mq 5.2 | O lugar do Seu nascimento | Lc 2.1; Lc 2.4-7 |
Dn 9.25 | O tempo do Seu nascimento | Lc 2.1-7 |
Is 7.14 | Nascido de uma Virgem | Mt 1.18; Lc 1.26-35 |
Jr 31.15 | A matança dos inocentes | Mt 2.16-18 |
Os 11.1 | A fuga para o Egito | Mt 2.14,15 |
Is 9.1,2 | O ministério na Galiléia | Mt 4.12-16 |
Dt 18.15 | O Profeta | Jo 1.45; 6.14; At 3.19-26 |
Sl 110.4 | Um Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque | Hb 5.5,6; 6.20; 7.15-17 |
Is 53.3 | Sua rejeição pelos judeus | Jo 1.11; 5.43; Lc 4.29; 17.25 |
Is 11.2-4; Sl 45.7 | Algumas das Suas características | Lc 2.52; 4.18 |
Zc 9.9; Is 62.11 | A Sua entrada triunfal | Jo 12.12-14 |
Sl 41.9 | Traído por um amigo | Mc 14.10; 43.45; Mt 26.14-16 |
Zc 11.12,13 | Vendido por trinta moedas de prata | Mt 26.15; 27.3-10 |
Zc 11.13 | O dinheiro usado para comprar o campo do oleiro | Mt 27.3-10 |
Sl 109.7,8 | Outro deve tomar o encargo de Judas | At 1.16-20 |
Sl 27.12; 35.11 | Testemunhas falsas acusam-nO | Mt 26.60,61 |
Is 53.7 | Silêncio, quando acusado | Mt 26.62,63; 5138.13,14 |
Is 50.6 | Feriram-nO e cuspiram-nO | Mc 14.65; 15.17 |
Sl 69.4; | Foi odiado, sem culpa | Jo 15.23-25; Sl 109.3-5 |
Is 53.4,6,12 | Sofreu em lugar dos outros | Mt 8.16,17; Rm 4.25; 1 Co 15.3 |
Is 53.12 | Crucificado com pecadores | Mt 27.38; Mc 15.27,28; Lc 23.33 |
Sl 22.16; Zc 12.10 | Mãos e pés traspassados | Jo 20.27, 19.37, 20.25,26 |
Sl 22.6-8 | Sendo lembrado | Mt 27.39-44 |
Sl 69.21 | Ingerindo vinagre e fel | Jo 19.29 |
Sl 22.8 | Palavras proféticas sobre Ele, repetidas na injúria | Mt 27.43 |
Sl 109.4; Is 53.12 | Oração por Seus adversários | Lc 23.34 |
Zc 12.10 | Seu lado transpassado | Jo 19.34 |
Sl 22.18 | Deitam sorte sobre Suas vestes | Mc 15.24; Jo 19.24 |
Sl 34.20 | Nenhum osso a ser quebrado | Jo 19.33; Êx 12.46 |
Is 53.9 | Sepultado com os ricos | Mt 27.57-60 |
Sl 16.10 | Sua ressurreição | Mt 28.9; Mt 16.21 |
Sl 68.18 | Sua ascensão | At 1.9 |
As 95 Teses de Martinho Lutero
18:07
A partir desses conceitos básicos desenvolveu-se todo o programa de Reforma que não se limitou a uma reforma entre os muros da Igreja, mas teve conseqüências culturais, políticas, sociais e econômicas em toda a Europa que, depois, alastraram-se também pelo novo mundo.
1. Nosso Mestre o Senhor Jesus Cristo, quando disse: "fazei penitência", quis afirmar que toda a vida dos crentes fosse de arrependimento.
6. O Papa não pode remir nenhuma culpa, senão somente declarar que tem sido remida por Deus e afirmar a remissão se bem em casos reservados a seu critério. Se fosse menosprezado o seu direito a conceder remissão em tais casos, a culpa permaneceria inteiramente sem padrão.
7. Deus não redime a culpa daqueles que não se submetm humildemente ao sacerdote.
8. Os cânones penitenciais somente podem ser aplicados aos vivos e não aos mortos.
18. Nem a razão, nem as Escrituras asseguram que elas estão fora do alcance do amor.
19. Tampouco está comprovado que elas conheçam sua bem aventurança, ainda que nos estejamos certos disso.
20. Por conseguinte, quando o Papa fala de "completa remissão de penas" não se refere a "todos", senão àquelas impostas por ele.
21. Os missionários de indulgências, portanto, se iludem quando dizem que pela indulgência do Papa o homem se liberta de todo o castigo e se salva.
22. Porque, por intermédio dela, não se redime as almas do purgatório de nenhuma pena que deveria pagar nesta vida.
23. Se fosse possível conceder a remissão de todas as penas, somente poderia conceder-se aos mais perfeitos, isto é, de um pequeno número.
24. Por conseguinte a maior parte do povo está enganada por esta indiscriminada e altissonante promessa de libertação de penas (pelos pregadores de indulgências).
25. O mesmo poder que o Papa tem sobre o purgatório em toda igreja, cada bispo o tem em particular na sua diocese e cada cura na sua própria paróquia.
26. O Papa faz bem quando concede remissão às almas (purgatório), não pelo poder das chaves, senão pela intercessão.
27. Eles pregam que no momento que a moeda tina no fundo do cofre sai do purgatório.
28. O que sucede quando tine a moeda é que a ganância e a avareza aumentam, mas o resultado da intercssão da igreja está no poder de Deus somente.
29. Quem sabe se todas as almas do purgatório querem sai dali como nas lendas de São Severino e São Paschoal?
31. Tão raro quanto ao homem que é verdadeiramente penitente é aquele que verdadeiramente compra indulgências.
32. Aqueles que imaginam estar seguros de sua salvação pelas cartas de indulgências, serão condenados com os que assim ensinam.
33. Os homens devem guarda-se daqueles que dizem que o perdão do Papa é um dom inapreciável de Deus.
34. Porque "essas graças" somente dizem respeito ás penas sacramentais impostas pelo homem.
35. ensinam doutrinas anticristãs àquelas que pretendem que para livrar uma alma do purgatório, ou comprar uma indulgência, não é necessário nem dor nem arrependimeno.
41. Os perdões apostólicos (papais) devem ser pregados com cautela para que não se tomem como preferidos às boas do amor.
42. Convém ensinar aos cristões que o Papa não pensa e nem quer que se compare em nada o ato de comprar as indulgências a uma obra qualquer de misericórdia.
43. Convém ensinar aos cristões que aquele que dá aos pobres ou empresta sem interesse, obra melhor do que aquele que compra uma indulgência.
44. Efetivamente a obra de caridade faz aumentar a caridade e torna o homem mais piedoso; enquanto que a indulgência não se torna melhor, porem somente mais confiado em si mesmo, julgando-se do castigo.
50. É preciso ensinar aos cristãos que, se o Papa conhece as exações dos pregadores de indulgências, prefereria que a metrópole de São Pedro fosse queimada e reduzuda as cinzas do que vê-la edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
52. A esperança de ser salvos pelas indulgências é uma esperança vã e mentirosa, ainda que o. comissário das indulgências, ou mesmo o Papa, para confirmá-la, empenhasse a sua alma.
53. São inimigos de Cristo e do Papa os que suspendem a pregação da palavra de Deus nas igrejas para que possam pregar as indulgências.
56. Os "tesouros da igreja" dos quais o Papa concede indulgência, não são suficientemente mencionados ou conhecidos entre o povo.
57. Que não são tesouros temporais é evidente.
58. Tampouco são os méritos de Cristo e dos Santos, porque estes obram sem necessidade do Papa.
59. São Lourenço dizia que os tesouros da igreja eram os pobres da igreja mais falava com as palavras de sua época.
60. Sem audácia dizemos que as chaves da igreja, dadas, pelos méritos de Cristo, são esse tesouro.
61. Porque está claro que para a emissão das penalidades e dos casos reservados, basta o poder do Papa.
62. O verdadeiro tesouro da igreja é o santíssimo Evangelho da Graça e da Glória de Deus.
63. Mas esse tesouro é naturalmente odiado, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. O tesouro das indugências é mais aceitável naturalmente porque faz que os últimos sejam os primeiros.
65. Os tesouros da igreja são primeiramente destinados a pescar homens de riqueza.
66. Os tesouos das indugências são redes para pescar as riquezas dos homens.
67. As indulgências que os pregadores anuncam como "maiores graças" são na medida que aumentam os ganhos.
68. Contudo são na verdade as graças mais pequenas, comparadas com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Os bispos e curas devem advertir os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência.
70. Mas, ainda mais, obrigados estão a abrir os olhos e ouvidos, para que esses homens não pregem suas próprias fantasias em lugar da comissão do Papa.
71. Seja anátema todo aquele que falar contra as indulgências do Papa.
72. Porém seja bendito aquele que fala contra as palavras loucas e imprudentes dos pregadores das indulgências.
73. O Papa condena justamente os que, por qualquer arte, prejudicam o tráfico de indulgências.
74. Mas muito mais pretendo condenar aqueles que usam o pretexto das indulgências para prejudicar o amor e a verdade.
75. Pensar que as indulgências papais são tão grandes que possam absolver um homem que tenha cometido um pecado impossível e violado a mãe de Deus, é uma loucura.
77. Diz-se que o próprio S. Pedro, se fosse Papa agora, não poderia conceder maiores graças; isto é uma blasfémia contra S. Pedro e contra o Papa.
78. Afirmamos, pelo contrário, que qualquer Papa tem maiores graças a sua disposição; a saber o Evangelho, dons cura, (Como se diz em 1 Co 12)
79. dizer que a cruz gurnecida com as armas do Papa (que levantam os vendedores de indulgências), tem o mesmo poder que a cruz de Cristo, é uma blasfêmia.
80. Os bispos, os pastores e teólogos que consentem que se digam tais coisas ao povo, hão de dar conta disso a Deus.
85. "Porque os cânones penitenciais, que há tempo estão de fato abrojados e mortos pelo desuso, há de satisfazer e agora pela concessão de indulgências, como ainda se estivessem em vigor?"
Jesus a Raiz de Davi ?
13:24A genealogia documentada em Mateus 1:1-17
“Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos; Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera; Perez gerou a Esrom; Esrom, a Arão; Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe, a Naassom; Naassom, a Salmom; Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa; Asa gerou a Josafá; Josafá, a Jorão; Jorão, a Uzias; Uzias gerou a Jotão; Jotão, a Acaz; Acaz, a Ezequias; Ezequias gerou a Manassés; Manassés, a Amom; Amom, a Josias; Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel; Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde, a Eliaquim; Eliaquim, a Azor; Azor gerou a Sadoque; Sadoque, a Aquim; Aquim, a Eliúde; Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar, a Matã; Matã, a Jacó. E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo. De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze; desde Davi até ao exílio na Babilônia, catorze; e desde o exílio na Babilônia até Cristo, catorze.” (ARA)
É diferente da apresentada por Lucas 3:23-38
“Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli; Eli, filho de Matate, Matate, filho de Levi, Levi, filho de Melqui, este, filho de Janai, filho de José; José, filho de Matatias, Matatias, filho de Amós, Amós, filho de Naum, este, filho de Esli, filho de Nagai; Nagai, filho de Maate, Maate, filho de Matatias, Matatias, filho de Semei, este, filho de José, filho de Jodá; Jodá, filho de Joanã, Joanã, filho de Resa, Resa, filho de Zorobabel, este, de Salatiel, filho de Neri; Neri, filho de Melqui, Melqui, filho de Adi, Adi, filho de Cosã, este, de Elmadã, filho de Er; Er, filho de Josué, Josué, filho de Eliézer, Eliézer, filho de Jorim, este, de Matate, filho de Levi; Levi, filho de Simeão, Simeão, filho de Judá, Judá, filho de José, este, filho de Jonã, filho de Eliaquim; Eliaquim, filho de Meleá, Meleá, filho de Mená, Mená, filho de Matatá, este, filho de Natã, filho de Davi; Davi, filho de Jessé, Jessé, filho de Obede, Obede, filho de Boaz, este, filho de Salá, filho de Naassom; Naassom, filho de Aminadabe, Aminadabe, filho de Admim, Admim, filho de Arni, Arni, filho de Esrom, este, filho de Perez, filho de Judá; Judá, filho de Jacó, Jacó, filho de Isaque, Isaque, filho de Abraão, este, filho de Tera, filho de Naor; Naor, filho de Serugue, Serugue, filho de Ragaú, Ragaú, filho de Faleque, este, filho de Éber, filho de Salá; Salá, filho de Cainã, Cainã, filho de Arfaxade, Arfaxade, filho de Sem, este, filho de Noé, filho de Lameque; Lameque, filho de Metusalém, Metusalém, filho de Enoque, Enoque, filho de Jarede, este, filho de Maalalel, filho de Cainã; Cainã, filho de Enos, Enos, filho de Sete, e este, filho de Adão, filho de Deus.” (ARA)
Mateus escreveu seu evangelho para os judeus e, assim, a genealogia oficial traz em questão as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, pois os judeus esperavam que o Messias fosse descendente de Abraão e raiz de Davi. Lucas escreveu seu evangelho para os gregos e, por isso, apresenta Jesus como perfeito, segundo a concepção da cultura helênica. O propósito de Mateus é mostrar Jesus como verdadeiro rei, e o de Lucas é mostrá-lo como verdadeiro humano. Mateus apresenta a linhagem legal de Davi e Lucas a linhagem natural. Tanto José quanto Maria, os pais terrenos de Jesus, eram descendentes de Jessé. Podemos apontar a genealogia de Lucas como sendo de descendentes familiares de Maria e a de Mateus, de José. Esta pode ser uma explicação, pois na cultura judaica o homem, através de seu comprometimento com uma mulher, era tido como filho de seu sogro. Assim, embora Maria não seja citada, ela é, no entanto, representada por seu marido[1].
Isso é de se esperar, já que são duas linhas diferentes de ancestrais, uma através de seu pai legal, José, e outra através de sua mãe de fato, Maria. Mateus apresenta-nos a linha oficial, já que seu propósito é mostrar as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, que requeriam que o Messias viesse da semente de Abraão e da linhagem de Davi (cf. Mt 1:1). Lucas, tendo em vista um público grego bem mais amplo, dirige-se para o interesse grego de ver Jesus como o homem perfeito (que era o que buscava o pensamento grego). Assim, ele traça a linha genealógica de Jesus até o primeiro homem, Adão (Lc 3:38).
Há várias razões para que Mateus apresente a genealogia paterna de Jesus, e Lucas, a materna. Primeiramente, mesmo que as duas linhas vão de Jesus a Davi, cada uma delas o faz através de um filho diferente de Davi. Mateus inicia com José (pai de Jesus segundo a lei) e vai até o rei Salomão, filho de Davi, de quem Cristo por direito herdou o trono de Davi(cf. 2Sm7-12ss).
O propósito de Lucas, por outro lado, é mostrar Cristo como verdadeiramente humano. Então ele vai de Cristo a Natã, filho de Davi, seguindo a genealogia de Maria, sua mãe de fato, pela qual Jesus pode declarar ser perfeitamente humano e o redentor da humanidade.
Lucas não diz que está traçando a genealogia de Jesus a partir de José. Antes, ele observa que Jesus, "como se cuidava" era "filho de José", quando de fato ele era filho de Maria. Também o fato de Lucas registrar a genealogia pela linha de Maria vinha bem ao encontro de seu interesse, como médico, por mulheres e nascimentos, o que se vê inclusive por sua ênfase em mulheres no seu Evangelho, que tem sido chamado de "o Evangelho para as mulheres".
Finalmente, o fato de terem as duas genealogias alguns nomes em comum (tais como Salatiel e Zorobabel, Mt 1:12; cf. Lc 3:27) não prova que são a mesma genealogia por duas razões. Primeiro, esses não são nomes incomuns. Segundo, até na própria genealogia (na de Lucas) há uma repetição dos nomes de José e Judá (Lc 3:26, 30). [2]
As duas genealogias podem ser resumidas da seguinte forma:
Bibliografia:
[1] - Revista Defesa da Fé - Edição Ano 6 Nº 41 Dez/2001 - Pag. 62.
[2] - Enciclopédia Manual Popular de Enigmas e "Contradições" da Bíblia - Editora Mundo Cristão - 1ª Edição Fev/1999 - Pags. 393 e 394.
Jesus Foi Crucificado Na Hora Terceira Ou Na Hora Sexta ?
16:04
Isso faria com que a Sua crucificação teria ocorrido mais tarde do que narrou Marcos em seu Evangelho.
Então qual dos Evagelhos estaria especificando corretamente o horário da crucificação?
Contudo, Aqui não há nenhuma contradição, pois devemos ter em mente a possibilidade de haver dois tipos de medição do tempo. E certamente os dois escritores fizeram uso diferenciado dos mesmos.
Assim, quando Marcos afirma que Cristo fora crucificado na terceira hora, esse horário corresponde às 9 horas da manhã do nosso tempo (período judaico). E quando João relata que o julgamento de Cristo foi por volta da hora sexta (período romano), esse horário equivale às 6 da manhã.
Não há nenhuma contradição entre os evangelistas. A diversidade de métodos e de estilo apenas acentua a liberdade que os escritores sagrados tinham em relatar a verdade que viram.
Peixe, Símbolo do Cristianismo ?
12:54
Sim, o peixe foi um dos símbolos do Cristianismo. O peixe era alimento básico entre os judeu. Embora duas vezes tenha sido objeto de milagre, e assim como o pão tornou-se símbolo de Cristo, assim também o peixe pôde ser lembrado como provisão de Deus. Uma vez que o peixe era um alimento essencial, a profissão de pescador era comum. O Senhor Jesus usou a figura do pescador e da pesca para exemplificar o discipulado e a abrangência do Reino de Deus.
Os ministros de Deus são chamados pescadores, porquanto procuram conquistar os homens para Cristo e para o reino (Mt 4:19; Mc 1:17; Lc 5:10).
Tornando o mais famoso acróstico da Antigüidade e de toda a História, sem dúvida, foi criado pelos primitivos cristãos. Tomando as letras iniciais da frase grega Iesous Christós, Theou hyiós, Soter (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador), que era escrita com uma palavra abaixo da outra, formou-se o acróstico ichthus (peixe), animal adotado como símbolo místico por esses religiosos. Eis o acróstico, em grego:
Além de ser o acróstico mais conhecido, esse foi também o mais perigoso em toda a História. A prática do Cristianismo só se tornou totalmente liberada no início do século IV. Durante o primeiro século da Era Cristã, os cristãos foram perseguidos e presos. Muitos deles faleceram nas arenas romanas, lutando contra leões. A associação de qualquer cidadão romano com esse acróstico, sinal secreto de adesão à doutrina cristã, bastava para que ele se tornasse uma vítima da intolerância religiosa do Estado romano.
Observe a imagem do peixe ainda preservada nas catacumbas romanas, onde os cristãos primitivos se encontravam para praticar secretamente o culto.
O Peixe foi um dos primeiros símbolos cristãos, os cristãos para se identificarem desenhavam no chão o peixe, assim podiam conversar sobre Cristo com outro cristão, sem correr o risco de ser morto por um perseguidor, hoje esse simbolo continua a ser usado por algumas denominações cristãs.
Esse mesmo acróstico foi parte central de uma das mais famosas e duradouras fraudes literárias da História, que alguns estudiosos consideram fundamental para a difusão do Cristianismo em seus primeiros séculos de existência.
Figuras do peixe no chão em mosaico na igreja da multiplicação dos pães em Tabgha - Israel
Charges
14:07

Gabinete Pastoral

Briga de Irmãos

Motivação

Modismo
Preletor
Fumante

Crise Internacional

A Ovelha Ouve a Voz de Seu Pastor
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Esposa de Pastor

Enquanto Isso no Édem
Porta

Fofoca

Excesso de Velocidade

Dia Internacional da Mulher

Fofoca
Reflexões
20:05Era um vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.
Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: Se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um carro de presente.
Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel.
Isso era mau!. O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de Medicina.
Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração.
O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel. Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote.
Para sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse.
A partir daquele dia, o silêncio e distância separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família.
O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu.
No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia:
"Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".
Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto. Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isto leva a erros terríveis e a um fim ainda pior.
Antes que seja tarde, caro leitor, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, vai ver que há também um "cheque escondido" em todas as adversidades da vida...
Autor: Desconhecido
O Alpinista
Contam que um alpinista, desesperado por conquistar uma altíssima montanha, iniciou sua escalada depois de anos de preparação.
Como queria a glória só para ele, resolveu subir sem companheiros. Durante a subida foi ficando tarde e mais tarde, e ele não havia se preparado para acampar, sendo que decidiu seguir subindo... e por fim ficou escuro.
A noite era muito densa naquele ponto da montanha, e não se podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, visibilidade zero, a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens.
Ao subir por um caminho estreito, a apenas poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se pelos ares, caindo a uma velocidade vertiginosa.
O alpinista via apenas velozes manchas escuras passando por ele e sentia a terrível sensação de estar sendo sugado pela gravidade. Continuava caindo... E em seus angustiantes momentos, passaram por sua mente alguns episódios felizes e outros tristes de sua vida.
Pensava na proximidade da morte, sem solução... De repente, sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado e presa nas estacas cravadas na montanha.
Nesse momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou com todas as suas forças:
MEU DEUS, ME AJUDA !!!
De repente, uma voz grave e profunda vinda dos céus lhe respondeu:
QUE QUERES QUE EU TE FAÇA?
- Salva-me meu DEUS !!!
REALMENTE CRÊS QUE EU POSSO SALVÁ-LO?
Com , toda certeza Senhor !!!
-ENTÃO CORTA A CORDA NA QUAL ESTÁS AMARRADO...
- Houve um momento de silêncio; então o homem agarrou-se ainda mais fortemente à corda...
Conta a equipe de resgate, que no outro dia encontraram o alpinista morto, congelado pelo frio, com as mãos agarradas fortemente à corda...
A APENAS DOIS METROS DO SOLO...
E você? Cortaría a corda ?
Às vezes precisamos tomar decisões que testam nossa fé em Deus.
E você? Que está tão agarrado às cordas? Te soltarias?
Devemos, diariamente exercitar nossa confiança em Deus lembrando-nos sempre que:
"O Senhor nosso Deus nos segura pela mão e nos diz: Não temas, Eu te ajudo" (Isaias 41:13)
Autor: Desconhecido
Olha o Pato !!!
Era uma vez um pequeno rapaz que estava de visita a casa de seus avós. No quintal ele brincava com um estilingue e tentava acertar nos seus alvos, mas nunca conseguia. Quando ficou desmotivado, desistiu e voltou para casa para jantar.
À medida que se aproximava da casa, viu um patinho de estimação da sua avó. Num impulso, ele pegou o seu estilingue e acertou no pato, matando-o.
Ele ficou chocado e pesaroso. Escondeu o pato num cantinho, uma vez que apenas a sua irmã o tinha visto. Maria, a sua irmã, tendo visto tudo não contou nada a ninguém.
Depois do jantar, a avó disse Maria, ajuda-me a lavar os pratos. Mas a Maria argumentou: Avó, o Joãozinho disse-me que queria ajudar na lavagem hoje.
Em seguida, murmurou ao seu irmão.
- 'Olha o pato !!!'.
Assim, a Maria foi pescar e o Joãozinho ficou na cozinha a ajudar. Na manhã, eles queriam ir pescar, mas a avó disse é pena, mas preciso que a Maria me ajude a fazer o almoço.
Aí, Maria sorriu e disse: Ora, não faz mal, porque o Joãozinho disse que queria ser ele a fazer!. Virou-se para o seu irmão e murmurou outra vez:
- 'Olha o pato !!!'.
E lá foi ela brincar no lago e o Joãozinho ficou na cozinha. Depois de uma série de dias fazendo as suas tarefas e as de Maria, o João já não conseguia mais.
Chegou-se ao pé da avó e confessou que tinha matado o pato. A avó ajoelhou-se, deu-lhe um abraço e disse Querido, eu sei! Eu estava na janela quando tu acertaste nele. Eu vi tudo. Mas eu amo-te e te perdôo. Estava só vendo até quando iria deixar que a Maria fizesse de ti seu escravo.
O que quer que tenha acontecido no nosso passado, o que quer que Satanás continue a atirar-nos à cara, lembre-se.
- 'O Senhor estava na janela e ele viu tudo'.
Ele estava só esperando até quando íamos deixar que Satanás fizesse de nós seus escravos.
A melhor coisa sobre o Senhor é que ele não só perdoa como também esquece.
'' Pois tu, Senhor, {és} bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.''. (Sl 86:5) (ARC)
Autor: Desconhecido
Humor
18:33
Jesus Desceu ao Inferno ?
15:00
Colocamos em pauta as três principais soluções apresentadas pelos estudiosos para o problemático texto de I Pe 3.19. São propostas diferentes, porem ambas as argumentações concordam que Jesus desceu ao inferno depois de morrer. Abordamos cada uma delas e verificamos as incoerências. Mas há um problema que todas têm que enfrentar. É que a origem da frase “desceu ao inferno” não aparece em nenhum lugar da Bíblia. Mas de onde exatamente surgiu esta idéia?
O Credo Apostólico
A primeira ocorrência da expressão “desceu ao inferno” está no Credo Apostólico, que tem a expressão latina “descendit ad inferna” (desceu aos infernos/hades) e a outra se encontra no Credo de Atanásio, com a expressão latina “descendit ad inferos” (desceu às regiões inferiores). O texto final do Credo Apostólico faz uma bela declaração de fé:
Creio em Deus, o Pai onipotente, Criador do Céu e da Terra. E em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, o qual foi concebido do Espírito Santo, nascei da Virgem Maria, padeceu sob Poncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos, no terceiro dia ressussitou dos mortos, subiu aos céus, este sentado a destra de Deus, o Pai onipotente, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.
Sobre o desenvolvimento histórico do Credo Apostólico, Wayne Grudem diz que “foi surpreendente descobrir que a frase desceu ao inferno não se encontrava em nenhuma das versões primitivas do credo até que ela apareceu um uma versão de Rufino em 390 d.C., o único a incluí-la antes de 650 d.C”. Já que não é uma doutrina bíblica, Heber Campos afirma que devemos rejeitar as várias idéias relacionadas como a “decida literal de Jesus ao hades”.
Interpretação mais equilibrada
Ao rejeitarmos as idéias apresentadas anteriormente, somos forçados automaticamente a sugerir alguma outra interpretação mais coerente, porém com os mesmos critérios de avaliação. Vamos propor, na verdade, duas interpretações diferentes, mas que não são contraditórias entre si, pois entendemos que ambas podem ser usadas como propostas válidas e mais confiáveis biblicamente falando.
Interpretação reformada
O entendimento dos teólogos reformados com respeito a eventual descida de Jesus ao hades é bem diferente da de muitos cristãos, principalmente dos estudiosos citados neste trabalho. Esta interpretação está na verdade baseada na proposta do reformador de Genebra, João Calvino (1509-1564). Ele sustentou que “a descida ao hades foi a experiência das dores do inferno na alma de Jesus, enquanto seu corpo estava ainda pendurado na cruz, especialmente a experiência da ira divina contra o pecado, que ele suportou no lugar dos seres humanos”. Para Calvino, a alma de Cristo tinha de sentir todos os efeitos do juízo pois se alma dele não tivesse sido afetada pelo castigo, seria somente salvação de corpos. Erwin Lutzer corrobora com esta idéia, principalmente quando se analisa com profundidade o significado do brado de Cristo, enquanto pendurado na cruz em meio às trevas (Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? (Mt 27.46). Ele diz:
Jesus certamente suportou o sofrimento do inferno, pois o inferno é escuridão, é desamparo, é ser abandonado por Deus, e se foi assim, o horror do que ele experimentou está além de nossa compreensão.
Heber Carlos de Campos, escritor reformado, conclui dizendo que “Jesus nunca desceu ao hades de literal e espacialmente, mas experimentou intensivamente todas as coisas que o hades representa”.
Interpretação analógica
A explicação da interpretação tipológica não chega a contradizer a interpretação reformada, mas dá ao texto I Pe 3.19-20 um enfoque diferente, todavia ambos concordam que Cristo não desceu ao inferno literalmente. Segundo Wayne Grudem, esta explicação é a mais satisfatória de I Pe 3.19-20 e remonta Agostinho que já dizia: a passagem não se refere a algo que Cristo fez entre sua morte e ressurreição, mas ao que “fez no âmbito espiritual da existência” (ou pelo Espírito) nos dias de Noé. Isto quer dizer que quando Noé estava construindo a arca, Cristo, “em espírito” estava pregando por meio de Noé aos incrédulos hostis em torno dele.
Esta concepção, não é tão popular, mas é digna de alta consideração. Não é tão mitologia quanto as anteriores (exceto a interpretação reformada), não se baseia em doutrinas humanas (Credo Apostólico) e tem apoio bíblico considerável. Por exemplo, em I Pe 1.11, ele diz que o “Espírito de Cristo” falava por intermédio dos profetas do Antigo Testamento. Em 2 Pe 2.5, ele chama Noé de “pregador da justiça”, empregando o substantivo keryx que vem da mesma raiz do verbo pregar de I Pe 3.19. Tudo isso nos leva a concluir que Cristo “pregou aos espíritos em prisão” por intermédio de Noé nos dias anteriores ao dilúvio. Esta idéia levanta um problema, pois eruditos em grego, afirmam que a Bíblia nunca usa “espírito” em referencia aos humanos. Como responder a isto?
As pessoas a quem Cristo pregou por meio de Noé eram incrédulos sobre a terra na época de Noé, mas Pedro os chama “espírito em prisão” porque estão agora na prisão no inferno (A NASB diz que Cristo pregou “aos espíritos agora em prisão) [...] Assim, Cristo pregou aos espíritos em prisão significa: cristo pregou as pessoas que são agora espírito em prisão, quando ainda eram pessoas sobre a terra.
Um outro conjunto de versículos em Pedro apóia está interpretação, de acordo com o contexto maior de I Pe 1.13-22. Neste contexto geral, Pedro parece fazer uma analogia interessante entre a situação de Noé e a situação de seus leitores. O confronto entre estas épocas distintas revela que ambos faziam parte de minoria justa, rodeados por incrédulos hostis, aguardavam o iminente juízo de Deus (I Pe 4.5-7; II Pe 3.10), deviam pregar com ousadia (I Pe 3.14, 16-17; 3.15; 4.11) e eram salvos ou seriam salvos (I Pe 3.13-14; 4.13; 5.10).
Conclusão
A pergunta que não quer calar agora pode ser respondida. Jesus desceu ao inferno? A resposta é não. Verificamos que há muitos problemas em adotar esta concepção e o testemunho do restante da bíblia não o apóia definitivamente. Como afirma Wayne Grudem, é no mínimo confusa e, na maior parte dos casos, enganosa para os cristãos de hoje.
Videos de Curiosidade Bíblicas
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O Que Aconteceu Em Antioquia da Síria ?
12:51
Antioquia da Síria foi fundada por volta de 300 a.C., por Seleuco I, que a fez sua capital. É nesta situação política, de sede dos seleucidas, que é muito citada no Livro apócrifo dos Macabeus, aquando das revoltas contra o poder ai sediado. Um dos chefes dessa revolta hebreia contra o poder helenizador, Judas Macabeu, foi levado preso para Antioquia.
Em 64 a.C. os romanos apoderaram-se da região, transformando-a na sua província da Síria, continuando Antioquia a ser a capital administrativa.
Grande metrópole da antiguidade, na época da vida de Jesus, teria cerca de meio milhão de habitantes. Seria a terceira cidade do império, depois de Roma e de Alexandria.
A comunidade judaica da cidade era bastante numerosa no século I d.C., o que explica, em certa medida, o rápido peso que o Cristianismo ai criou. Era também muito importante o grupo de não judeus simpatizantes com o pensamento e religião judaica. Entre estes dois grupos encontrou a primitiva comunidade de seguidores de Cristo a sua base de apoio e de expansão.
O nome desta cidade vem, simplesmente do nome do Antíoco, nome de seis dos monarcas seleucidas que governaram a região depois da morte de Alexandre. Trata-se de um fenómeno onomástico igual ao encontrado para o nome das várias Alexandrias com que Alexandre foi perpetuando o seu nome.
Também conhecida como Antioquia de Orontes, devido ao nome do rio que corta suas terras, esta cidade foi um dos principais refúgios dos cristãos durante as primeiras perseguições contra a igreja, logo após que Estevão foi martirizado. A população de Antioquia era composta de muitos povos, incluindo gregos e judeus. Pedro batizou gentios em Cesaréia (At 10:47-48), mas o primeiro esforço sustentado para trazer não-judeus ao cristianismo teve lugar em Antioquia.
Tudo leva a crer que, aquando da perseguição lançada em Jerusalém em 36/37 d.C., na qual foi morreu Estêvão (o primeiro mártir cristão), alguns cristãos tenham seguido para Antioquia. A pregação nesta grande metrópole não se circunscreveu aos judeus, mas já também a todos os “tementes a Deus” (não seriam apenas os filo-judeus, mas também todos os crentes de outras religiões monoteístas que multiplicavam pela cidade e que se encontravam despertos para uma mensagem como a cristã, nomeadamente neo-platónicos, mitraistas – da religião de Mitra - e isíacos – seguidores de Isis) (At 11:19-30).
Antioquia foi o lugar onde os Cristãos começaram fazer esforços para extender o evangelho a não-judeus . Barnabé trouxe Paulo de Tarso para Antioquia para se juntar ao ministério da congregação (At 11.25-26). Paulo e Barnabé também levaram a contribuição de Antioquia para Jerusalém, onde havia um perigo de fome e não sabiam eles que prestariam um grande serviço para a obra missionária.
É nesta cidade que pela primeira vez os seguidores de Cristos foram chamados de “cristãos” (At 11:26). No fundo, como religião, é nesta metrópole helenista que o Cristianismo tem a sua Cédula de Nascimento.
Jesus Foi Apresentado no Templo ao Oitavo Dia ?
16:14
Monte Moriá ou terra de Moriá ?
14:51
“Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.” (Gn 22:2) (ARA)
Observe o que a Bíblia diz: “...e vai-te à terra de Moriá; ...sobre um dos montes, que eu te mostrarei.”
Moriá é sinônimo de sacrifício e abnegação. Nesse monte, o patriarca Abraão passou a maior prova de sua carreira espiritual. Premido pelo Todo-poderoso, preparava-se para sacrificar seu filho, seu único filho Isaque, quando ouviu este brado: "Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho." (Gn 22.11,12) (ARA). Continua a narrativa: "Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho." (Gn 22.13) (ARA).
Mil anos após a era patriarcal, Salomão construiu o Templo nessa elevação. A Casa do Senhor, entretanto, foi destruída por Nabucodonozor, em 587 a.C. Reconstruída no tempo de Esdras e Neemias, foi novamente destruída pelo general Tito, no ano 70 de nossa era. Atualmente, sobre esse monte, encontra-se a Mesquita de Omar ou Domo da Rocha, um dos lugares mais sagrados para os muçulmanos.

O que significa Moriá? O professor Zev Vilnay, citado por Enéas Tognini, explica: "Os sábios de Israel perguntaram: - 'Por que este monte se chama Moriá?' - Porque vem da palavra 'Mora', que, em hebraico, significa temor. Desta montanha o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de 'ora', que quer dizer luz, pois quando o Todo-poderoso ordenou: 'Haja luz', foi do Moriá que pela primeira vez brilhou a luz sobre a humanidade."
Hoje, Moriá poderia ser chamado "Montanha das Lágrimas". Do Templo, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram seu exílio e suas amarguras. O Muro das Lamentações é o último resquício da glória passada de Israel.

O Profeta Elias Subiu ao Céu Num Carro de Fogo ?
16:01
Estevão Viu os Céus Abertos Enquanto Estava Sendo Morto a Pedradas ?
15:18
Como Morreu Judas Iscariotes ?
21:28
Sempre ouvimos falar que Judas Iscariotes foi e se enforcou; que está correto, mais a Palavra do Senhor, a Bíblia diz algo mais sobre a sua morte, que foi terrível observe.Lc 22:3 “Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze.”
Mt 27:3 “Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos,”
Mt 27:5 “E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.”
At 1:18 e 19 “Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniqüidade; e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. E foi notório a todos os que habitam em Jerusalém; de maneira que na sua própria língua esse campo se chama Aceldama, isto é, Campo de Sangue.” (ARA)
A Primeira Chuva Foi o Dilúvio ?
21:06
Para Que Servia as Pedras de Mós ?
12:49
Na Palestina e países vizinhos, o moinho era uma máquina simples, porém indispensável. Era formada por duas pedras redondas sobrepostas, geralmente feitas de basalto. A pedra inferior era ligeiramente convexa e armada com um pino no centro, que servia de eixo para que a pedra de cima girasse sobre ela. A pedra que ficava em cima era côncava pelo lado de baixo, formando uma caixa com a pedra inferior e tinha uma abertura circular no centro, por onde se despejavam os grãos e onde entrava o pino da pedra inferior. Perto da circunferência existia uma manivela de madeira que servia para faze-la girar com a mão. A farinha saía pela circunferência da pedra inferior e era recolhida por uma vasilha apropriada. Com a farinha se podia fazer pães e bolos, que eram alimentos básicos das famílias. Todo lar na Palestina possuía o seu próprio moinho e o seu sustento dependia diretamente dele, por isso as pedras de mós não poderiam ser penhoradas em hipótese alguma, pois esta atitude colocaria em risco a própria vida daquela família. Nem ainda a mó de cima poderia ser penhorada, pois o moinho só funcionava com as duas pedras juntas, e na falta de uma delas não havia a produção da farinha e do alimento.
PENHORAR = Dar em garantia
PENHORA = Execução judicial do penho






















































